Novo reality de Boninho terá anônimos, dinheiro real e hierarquia rígida na Record

O programa 'A Casa do Patrão' estreia em abril de 2026 e aposta em três casas, controle de poder e perdas financeiras reais

Ao contrário da tendência atual de realities com forte presença de influenciadores digitais, Boninho deixou claro que está em busca de pessoas comuns

Ao contrário da tendência atual de realities com forte presença de influenciadores digitais, Boninho deixou claro que está em busca de pessoas comuns | Marcos Rosa/TV Globo/Divulgação

O novo reality show da Record idealizado por Boninho, batizado de “A Casa do Patrão”, promete romper com os formatos tradicionais da televisão brasileira. Primeira criação original do diretor desde sua saída da TV Globo, o programa foi detalhado durante visita à sede de “A Fazenda”, no Rio de Janeiro, e tem estreia prevista para o final de abril.

A atração será disputada exclusivamente por participantes anônimos e se baseia em uma dinâmica que reproduz desigualdades da vida real. O confinamento ocorrerá em três casas com níveis distintos de conforto, organizadas a partir de uma rígida estrutura de hierarquia.

No topo estará a “Casa do Patrão”, espaço mais luxuoso do reality, ocupada pelo competidor que conquistar o cargo por meio de prova. Nas outras duas residências ficarão os chamados “empregados”, que terão menos regalias e precisarão cumprir tarefas definidas pelo patrão da semana.

A hierarquia será o eixo central do jogo. “O patrão vai ser o cara que tomará conta da casa e uma galera trabalhará para ele. Se quiser cair na piscina, malhar, terá que pedir ao patrão”, explicou Boninho ao comentar o nível de controle exercido dentro do confinamento.

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Mais detalhes

A dinâmica financeira também terá impacto direto na disputa. Cada participante entrará no programa com uma quantia em dinheiro real, tratada como patrimônio individual. Ao ser eliminado, o competidor perderá 90% desse valor, que será transferido para o patrão, fortalecendo ainda mais a concentração de poder no jogo.

Segundo o diretor, a proposta é aproximar o reality da rotina cotidiana. “É a primeira vez que a Record vai fazer um reality só com anônimos, três casas, ambientes diferentes, uma parte que vai ficar de boa e outra que vai ter que trabalhar. Igual a vida real”, afirmou.

No mês passado, Boninho já havia antecipado detalhes da logomarca do programa, que simboliza visualmente a divisão de espaços e a lógica de comando que deve guiar o reality.