A comunidade científica internacional conta os dias para 2 de agosto de 2027, data de um eclipse solar total que terá duração excepcional de 6 minutos e 22 segundos, o mais longo do século.
A NASA confirma que esta será a maior escuridão diurna desde 1991, superando todos os eclipses registrados nas últimas três décadas. Milhões de pessoas já programam viagens para acompanhar o fenômeno, que só terá um equivalente daqui a aproximadamente cem anos.
Por que o eclipse será tão longo?
O evento reúne três condições raras na mecânica celeste:
- Terra no afélio: nosso planeta estará no ponto mais distante do Sol, fazendo com que o astro pareça menor no céu.
- Lua no perigeu: a Lua estará em sua distância mínima da Terra, cobrindo o Sol por completo.
- Trajetória equatorial: a sombra lunar cruzará áreas próximas ao Equador, onde o alinhamento prolonga a duração da totalidade.
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Segundo a NASA, cálculos baseados nas leis de Newton permitem mapear eclipses desde 4000 a.C. até o ano 8000, e esse é um dos mais raros já identificados. A umbra deve se mover a 258 km/h, atravessando uma área de 2,5 milhões de km².
Onde o eclipse será visível?
A faixa de totalidade cruzará três continentes, iniciando no Atlântico e passando por:
- Espanha
- Norte da África
- Oriente Médio
- Encerrando na costa leste africana
O ponto máximo do fenômeno será em Luxor, no Egito, que terá os 6min22s completos de escuridão total. A cidade, conhecida pelo céu limpo e pelo patrimônio arqueológico, deve se tornar o principal centro de observação, recebendo astrônomos e turistas do mundo inteiro.
Como observar com segurança?
Agências espaciais reforçam que olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode causar danos irreversíveis à retina em poucos segundos. Para acompanhar o eclipse, são recomendados:
- Óculos certificados ISO 12312-2, únicos seguros para observar o Sol nas fases parciais.
- Telescópios com filtros solares na objetiva, nunca na ocular.
- Projetores solares simples, como caixas com orifício que projetam a imagem.
- Transmissões ao vivo produzidas por agências científicas para quem estiver fora da faixa de totalidade.
- Um fenômeno com peso histórico e cultural
