O tempo é uma ilusão: Cientistas provam que ele passa diferente em cada lugar da Terra

Experimento mostrou diferenças dos relógios de aviões fazendo diferentes rotas ao redor do globo com diferentes velocidades

A gravidade é mais fraca em altitudes muito altas

A gravidade é mais fraca em altitudes muito altas | Pixabay

A relatividade de Albert Einstein foi uma das teorias científicas mais revolucionárias da história. O cientista propôs que o tempo não é igual para todos os observadores, e cientistas provaram que, mesmo aqui na Terra, ele passa diferente em cada lugar.

Enquanto a relatividade restrita, a primeira versão da teoria, mostrou que o tempo muda conforme a velocidade do observador, na relatividade geral espaço-tempo são distorcidos pela força da gravidade.

Esse fenômeno poderia ser observado mais facilmente ao redor de objetos extremamente massivos, como buracos negros, a dilatação também ocorre aqui na superfície terrestre. A BBC News Brasil tem um vídeo explicando como funciona a Teoria da Relatividade de Albert Einstein:

Relógios atômicos

A primeira vez que os postulados de Einstein sobre o tempo foram postos a prova foi em 1959, com o experimento Pound–Rebka. Os cientistas projetaram um feixe de raios gama para cima, verticalmente, na Torre Jefferson de Harvard. 

Então mediram a energia perdida pelo feixe na subida, e perceberam que ela equivale às equações de Einstein sobre redshift gravitacional. Mas um experimento mais simples foi realizado em 1976.

Na ocasião, cientistas lançaram o satélite Gravity Probe A equipado com um relógio atômico de hidrogênio, extremamente preciso, para uma altitude de 10 mil quilômetros. O tempo lá em cima, onde a força da gravidade é mais fraca, passa ligeiramente mais rápido.

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Por que isso importa?

A dilatação gravitacional não produz efeitos perceptíveis para o ser humano aqui na Terra, você não vai ficar jovem por mais tempo se morar em altas altitudes. Mas para os satélites, os cálculos da relatividade de Einstein são extremamente importantes.

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Os satélites de sistema de GPS, por exemplo, precisam ser corrigidos de tempos em tempos porque seus relógios passam mais rápido, o que atrapalha a localização precisa.

O experimento Hafele e Keating, de 1971, também mostrou diferenças dos relógios de aviões fazendo diferentes rotas ao redor do globo com diferentes velocidades. Tudo isso mostra que, embora o tempo pareça sempre o mesmo, mudanças pequenas podem impactar muito nosso cotidiano.

Galeria: entenda, de uma vez por todas, a Teoria da Relatividade

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