O que leva alguém a se endividar com o cartão de crédito, segundo a psicologia

Entenda como equilibrar finanças e bem-estar emocional em tempos de consumo impulsivo

O impacto psicológico das dívidas mostra que equilíbrio financeiro também é questão de saúde mental

O impacto psicológico das dívidas mostra que equilíbrio financeiro também é questão de saúde mental | Reprodução/Freepik

Pagar boletos é uma das experiências mais marcantes da vida adulta.A responsabilidade que acompanha o amadurecimento vem acompanhada de faturas e despesas que parecem nunca ter fim.

Embora o tema renda piadas nas redes sociais, a verdade é que o descontrole financeiro e os gastos constantes afetam diretamente a qualidade de vida e a saúde mental e emocional.

Os números confirmam esse impacto. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cerca de 30,2% das famílias brasileiras estão inadimplentes. E, entre os principais responsáveis por isso, está o temido “No crédito, por favor”.

No entanto, o cartão de crédito não é o verdadeiro vilão dessa história — o problema está no uso descontrolado. A combinação de inflação, baixos salários e falta de educação financeira leva muitos brasileiros a tratarem o cartão como uma extensão do salário, o que acaba gerando endividamento e crises financeiras.

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Além desses fatores, há um elemento menos discutido, mas igualmente relevante: a saúde mental. Em entrevista ao Terra, o psicólogo Wanderson Neves, do grupo Manteve, explica como a instabilidade emocional pode contribuir para o acúmulo de dívidas.

Segundo o psicólogo, transtorno como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e TDAH estão associados à dificuldade de planejamento financeiro, impulsividade e desorganização.

Além disso, estudos revelaram que indivíduos com sintomas depressivos podem recorrer ao consumo como forma de compensação emocional.

“A instabilidade emocional compromete a tomada de decisões racionais, favorecendo o uso descontrolado do crédito”, explica o especialista.

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