Vacina contra câncer que matou Preta Gil e Pelé é anunciada na Rússia

Imunizante terapêutico promete reduzir a progressão de tumores colorretais em até 80%

Nos primeiros testes, a vacina apresentou resultados promissores

Nos primeiros testes, a vacina apresentou resultados promissores | Freepik

A Rússia anunciou o desenvolvimento de uma vacina terapêutica contra o câncer colorretal, doença silenciosa e letal que vitimou a cantora Preta Gil e o astro do futebol Pelé. O anúncio foi feito pela chefe da Agência Federal de Medicina e Biologia (FMBA), Veronika Skvortsova, durante o Fórum Econômico do Leste, e já repercute no meio científico internacional.

A tecnologia emprega RNA mensageiro (RNAm) para ensinar o sistema imunológico a reconhecer proteínas específicas das células tumorais e combatê-las. 

Nos primeiros testes, a vacina apresentou resultados promissores, com redução de 60% a 80% na progressão dos tumores. 

Embora os números despertem esperança, os especialistas destacam que ainda será preciso realizar testes clínicos controlados e registrar os dados em plataformas abertas antes de qualquer aplicação em larga escala.

O impacto da doença no Brasil

O câncer colorretal é o terceiro tipo mais comum no país, com cerca de 45 mil novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar de ser tratável quando diagnosticado precocemente, a doença foi responsável por mais de 20 mil mortes em 2020. 

Entre suas vítimas mais conhecidas estão Preta Gil, que faleceu em julho de 2025, e Pelé, em dezembro de 2022, ambos após batalhas contra complicações decorrentes da enfermidade.

Próximos passos

A possível introdução da vacina representa um marco na oncologia, sobretudo em países como o Brasil, onde a incidência da doença é elevada. 

Caso avance para a fase clínica e seja validada internacionalmente, o imunizante poderá se tornar um aliado fundamental para reduzir as mortes por câncer colorretal. 

Até lá, médicos reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento regular, especialmente para pessoas acima dos 50 anos ou com histórico familiar da doença.