Você sabia que contratos de concessão devem ser revistos a cada 4 anos?

Em São Paulo, uma revisão se faz necessária para analisar se os investimentos previstos para 30 anos ainda são viáveis

Contratos de concessão em SP, geralmente, têm validade de 30 anos

Contratos de concessão em SP, geralmente, têm validade de 30 anos | Divulgação/GovernoSP

Os contratos de concessão, que geralmente têm duração de 30 anos, devem passar por uma Revisão Ordinária (RO) a cada quatro anos. A concessionária planeja os investimento para o tempo total de contrato e é obrigada a realizar. Muitos investimentos são previstos conforme as expectativas ou projeções de como a demanda irá evoluir durante todo o período da concessão.

Em algumas situações, a demanda não evolui conforme as projeções de crescimento da economia e, consequentemente, do tráfego. Algumas regiões acabam se desenvolvendo mais do que o projetado à época da modelagem da concessão, enquanto outras não apresentam o crescimento de demanda esperado.

Isso torna a revisão necessária e uma oportunidade de analisar quais investimentos previstos no plano original continuam fazendo sentido, quais não se mostram mais prioritários e se há necessidade de inclusão de novos investimentos, para se ter um cenário de investimentos aderente à evolução observada da demanda. Também é possível realizar adequações, como a revisão de parâmetros de atendimento ao usuário. Por exemplo, em contratos mais antigos de concessão, previa-se a instalação de call boxes (telefones de emergência) no acostamento das rodovias para solicitação de socorro ao usuário. Com a evolução tecnológica, tal exigência foi substituída pela implantação de rede wi-fi ou 4G ao longo da rodovia.

Qualquer cidadão pode apresentar contribuições ou pedidos de investimentos que não estavam previstos no plano original da concessão. Para isso, há diversos canais, como o Sisdemanda, acessado pelo site da Concessionária, além das consultas e audiências públicas realizadas em municípios dentro da área de concessão.

Todas as contribuições recebidas serão analisadas pelas equipes técnicas de engenharia e operações da Artesp e da Concessionária. Aquelas que demonstrarem viabilidade preliminar (ou seja, apresentarem reais benefícios à sociedade em termos de ganhos de segurança, mobilidade e redução de custos logísticos, por exemplo) serão hierarquizadas e submetidas à aprovação do poder concedente para o aprofundamento dos estudos. Ao final da RO, essas contribuições poderão ser incluídas no programa de investimentos a ser realizado pela Concessionária.

Próximas audiências públicas

Nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, serão realizadas audiências públicas em Ribeirão Preto e Araraquara para manifestação de interessados e apresentação de pleitos pela sociedade envolvendo a concessão Via Paulista.