Praias de Santos recebem 60 toneladas de lixo por dia

Do total, mais de 85% são materiais plásticos, trazendo um impacto direto para o meio ambiente e saúde

Por dia, cerca de 60 toneladas de resíduos sólidos – sendo 85% materiais plásticos – são levados ao mar santista. As principais fontes de vazamento são: comunidades nas áreas de palafitas; os canais de drenagem que atravessam a malha urbana e a própria orla da praia em sua faixa de areia. Esses são os resultados de um projeto inédito no mundo de prevenção e combate à poluição marinha desenvolvido pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) .

Em um ano, o mapeamento apontou que dos mais de 80 tipos de resíduos já encontrados nos mares, conforme classificação internacional, o projeto encontrou cerca de 35 tipos, como madeira, calçados, fraldas, utensílios domésticos, embalagens, brinquedos, dentre outros, que trazem um impacto direto para o meio ambiente e para a saúde da população.

“O total de resíduos com destino no mar equivale à geração total diária de uma cidade com 65 mil habitantes, e mostra a necessidade do desenvolvimento de uma estratégia abrangente e permanente para combater isso”, comenta Carlos Silva Filho.

O projeto é pioneiro ao buscar a identificação das fontes de vazamento de resíduos para combater a poluição marinha.

“É a primeira vez que um projeto com essa finalidade é conduzido, e os resultados são fundamentais para poder enfrentar o problema do lixo no mar. Mais do que limpar praias e retirar resíduos do oceano, o plano de ação permitirá à cidade o desenvolvimento de melhores práticas para evitar que os resíduos continuem a poluir o estuário e a orla”, avalia Carlos Silva Filho, diretor presidente da Abrelpe e Vice Presidente da ISWA. A iniciativa foi lançada no fim de 2017, a partir de constatações de que cerca de 80% do lixo marinho tem origem no ambiente terrestre.