Três meses após a queda do muro do cemitério da Areia Branca, em Santos, outra parede de um equipamento do gênero parece prestes a ceder, mas dessa vez em Mongaguá. Com rachaduras ao longo de toda extensão e outros problemas relacionados – que vão desde a falta de manutenção até o acúmulo de água parada em vasilhames instalados na área externa – o Cemitério da Igualdade é alvo de críticas de munícipes.
De acordo com um comerciante que preferiu não se identificar, o problema é antigo e parece não ter solução.
“A manutenção só chega no final de outubro, por conta do feriado de Finados. Nos outros meses é tudo um lamaçal cheio de mosquito”, desabafa.
A queixa se justifica. Há pavimentação apenas no trecho inicial da avenida onde está instalado o Cemitério.
A parte lateral e os fundos se transformam em lama em períodos de chuva, como a que atingiu a cidade no dia que a reportagem esteve no local.
Além do mato, vasilhames utilizados em rituais religiosos estão soltos na calçada, acumulando água parada e juntando restos de comida. “De manhã isso está cheio de urubu e não tem quem faça a limpeza”, desabafa outro morador.
A área onde o cemitério está instalado é ocupada por chalés, pousadas e pequenos comércios, na encosta do morro. No interior do espaço é possível ver materiais para construção, apesar da ausência da movimentação de obras.
Questionada sobre os problemas encontrados, a prefeitura de Mongaguá disse apenas que realizou a manutenção geral no Cemitério da Igualdade em outubro de 2018. Atualmente, o local está em obras para a implantação de 248 campas normais e 20 para obesos. “Também existe o estudo para a implantação de nova capela na área externa e troca de portão”, finaliza o documento, que não esclarece o que será feito em relação aos problemas estruturais da rua.
Areia Branca: obras seguem em Santos
Em Santos, as obras de reconstrução estão sendo realizadas por etapas. Atualmente, são concentradas em cerca de 100 metros do muro (metade) localizado à Rua Tomoichi Kobuchi. Ali já foram executadas fundações com estacas de 1,7 metro de profundidade, vigas baldrames (abaixo do solo) e intermediárias e colocação dos blocos de coroamento (para distribuição da carga dos pilares). O muro, de 4 metros de altura, é erguido com reforço de armação em aço. A fase é de acabamento com reboco, precedido de chapisco para aderência.
A Administração pretende iniciar, na próxima semana, a reconstrução da calçada neste mesmo trecho. A empresa Engeterpa, vencedora de licitação, é a responsável pela obra,, lO investimento é feito a partir de recursos próprios da Prefeitura, no valor de R$ 592.030,88.
