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Trabalhadores se reúnem em Cubatão em ato contra a reforma trabalhista

Além de aderir ao Dia Nacional contra a reforma da previdência, os manifestantes também levantaram bandeira contra a privatização de estatais e debateram a campanha salarial

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10 NOV 2017Por Da Reportagem12h49
Ato contra a reforma da trabalhista: trabalhadores se reúnem em CubatãoFoto: Divulgação/Sindiserv

Por Caroline Souza

Dezenas de trabalhadores se reuniram em Cubatão em protesto contra a reforma trabalhista, que entra em vigor hoje. As manifestações aconteceram na manhã de ontem em frente à Petrobras e à Usiminas.

O Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) coordenou a mobilização da Petrobras, que contou com petroleiros dos regimes de turno e administrativo. Além de aderir ao Dia Nacional contra a reforma da previdência, os manifestantes também levantaram bandeira contra a privatização de estatais e debateram a campanha salarial.

As mobilizações atingiram simultaneamente a Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão, UTE Euzébio Rocha e Terminal Pilões, em Cubatão; Terminal Alemoa e prédio Edisa Valongo, em Santos; Terminal Almirante Barroso, em São Sebastião; e Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba. Os trabalhadores da Plataforma de Mexilhão também aderiram ao movimento, atrasando as rotinas em duas horas.

De acordo com o coordenador geral do Sindipetro do Litoral Paulista, Adaedson Costa, o motivo principal deste ato era unificar a bandeira das centrais nas manifestações do Dia Nacional contra a reforma trabalhista. A frente sindical dos sindicatos dos bancários, judiciário, metalúrgicos e servidores públicos de Santos também estavam presentes. Além da oposição de Cubatão.

“A reforma trabalhista pede muito esforço dos trabalhadores, mas dá regalias aos empresários”, afirmou. “Reunimos hoje os sindicatos combativos da região para fazer mobilização e reviver a consciência da classe operária do País”, afirmou Adaedson.

O operador da Petrobras, Elton Maia, que participou do ato disse que a reforma trabalhista “quer tirar as coisas básicas que levamos anos para conquistar, sem trazer nenhum benefício para classe trabalhadora”.

A reforma trabalhista muda dezenas de artigos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), afetando regras de jornada de trabalho, férias, remuneração, entre outros pontos.

De acordo com o Ministério do Trabalho, as novas regras valem para todos os contratos de trabalho vigentes.

Apesar de a reforma trabalhista não atingir os setores públicos, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos, Flávio Saraiva, falou sobre a importância de apoiar essa mobilização. “O próximo passo do governo será o desmonte dos direitos dos servidores públicos, inclusive já existe um projeto para tirar a nossa estabilidade, por isso temos que nos mobilizar”.

Privatização de estatais e Campanha Salarial

Os trabalhadores da Petrobras também se manifestaram contra a privatização das estatais e discutiram a campanha salarial.

Adaeson Costa afirmou que depois da Eletrobras, a Petrobras será a próxima a ser privatizada e os trabalhadores não serão beneficiados.

Sobre a campanha salarial, o coordenador disse que a Petrobras iria apresentar nova proposta, pois a primeira foi recusada pela categoria, mas que provavelmente não vai chegar ao que eles pedem.

Usiminas

Antes do ato na Petrobrás, integrantes do Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista pararam 100% do primeiro turno da Usiminas durante meia hora para explicar questões relacionadas à reforma trabalhista.

Segundo o presidente do Sindicato, Claudinei Gato, a reforma vai alterar conquistas importantes do trabalhador, como férias, banco de horas, além de abrir a possibilidade para o trabalho intermitente.

Depois do ato, a frente sindical do Sindicato dos Metalúrgicos seguiu para as manifestações da Petrobras.

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