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Senado debate reforma trabalhista

Durante a sessão, o senador Romero Jucá deu parecer contrário a todas as 178 sugestões de emendas apresentadas em plenário

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07 JUL 2017Por Folhapress10h50
Jucá assumiu a relatoria das emendas em Plenário no lugar de Ricardo Ferraço, que havia sido escolhido pelo presidente Eunício Oliveira, mas estava ausenteFoto: Agência Senado

O plenário do Senado fez ontem a última sessão de debates sobre o projeto de lei da reforma trabalhista antes da votação, marcada para a próxima terça-feira (11). Durante a sessão, o relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), deu parecer contrário a todas as 178 sugestões de emendas apresentadas em plenário.

Com isso, na terça, não haverá novos debates sobre o projeto, apenas o encaminhamento para votação do texto principal —que será baseado no relatório de Jucá aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça)— e dos destaques de bancada que forem apresentados. As informações são da Agência Brasil.

Inicialmente, o relator da matéria em plenário indicado pelo presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) foi o senador ­Ricardo Ferraço (­PMDB-ES), que relatou a proposta na CAE (­Comissão de Assuntos Econômicos). No entanto, com a ausência de Ferraço no Senado hoje para dar parecer sobre as emendas, o presidente em exercício, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), designou Jucá como relator.

Ao rejeitar as emendas, Jucá disse que o debate sobre a reforma seria de alto nível. “É natural que cada um marque a sua posição, mas tudo foi feito no sentido de que a gente possa colocar cada um a sua ideia e que possa prevalecer a vontade da maioria”, ­disse.

O senador Paulo Paim (PT-RS), que teve o voto em separado aprovado na CAS (Comissão de Assuntos Sociais), criticou a rejeição das emendas e pediu aos colegas que avaliem as possíveis mudanças ao texto durante a votação dos destaques. “Que a gente vote, cada um com a sua consciência, no projeto principal e que, nos destaques, a gente construa o acordo que for possível, porque assim é a vida, assim é a democracia e assim é a política”, disse.

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