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Portuários entram em greve amanhã contra as reformas

Movimento sindical da Baixada promove manifestações e protestos amanhã, no Dia Nacional de Luta

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14 MAR 2017Por Da Reportagem10h50
Greve dos trabalhadores portuários e avulsos será deflagrada amanhã em protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária pretendidas pelo Governo FederalFoto: Matheus Tagé/DL

Trabalhadores avulsos e vinculados de Santos e dos demais portos de todo País, num total de mais de 20 mil portuários vão entrar em greve amanhã, por 24 horas, contra as reformas da previdência social e trabalhista propostas pelo Governo Federal e que  já estão em tramitação no Congresso Nacional.

 A decisão foi aprovada durante plenária das três federações nacionais de trabalhadores portuários e avulsos, na última sexta-feira, no Rio de Janeiro. Os representantes de estivadores,   trabalhadores avulsos e portuários com vínculo de emprego, decidiram parar em protesto contra as reformas do Governo. A data foi escolhida devido aos demais protestos que serão realizados em todo País contra as mesmas medidas adotadas pelo Governo Federal.

Segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos e região, Rodnei Oliveira da Silva Nei, a paralisação será ainda contra o projeto de terceirização de mão-de-obra, também em andamento na Câmara Federal.

Para ele, “motivos não faltam para a greve”. A plenária revelou enorme descontentamento das categorias portuárias contra as reformas propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB), principalmente as que pioram as condições para os trabalhadores se aposentarem.

“Se aprovadas”, reclama o presidente dos estivadores santistas, “a maioria da população brasileira não conseguirá se aposentar. Os que conseguirem estarão com idade bem avançada e, mesmo assim, os valores das aposentadorias serão vexatórios”.

Nei entende que a reforma previdenciária “foi elaborada para atender interesses do sistema financeiro, proprietários dos planos de previdência privada, e também para poupar os grandes devedores do INSS, que deveriam ser cobrados pelo estado”.

O sindicalista pondera ainda que a reforma trabalhista e a terceirização “visam retirar direitos dos trabalhadores, muitos garantidos pela CLT, em benefício de empresas que paradoxalmente devem ao governo, por meio de sonegações, e simplesmente não pagam”.

Outra greve

Os portuários avulsos estivadores de todo o Brasil poderão paralisar também as atividades, em data ainda a ser definida, caso o Governo Federal modifique a lei dos portos para beneficiar os operadores (empresários) e prejudicar os trabalhadores do setor portuário.

Sindicatos também vão promover protestos contra reforma da previdência

O movimento sindical vai fazer mobilizações com possibilidade de paralisações de alguns setores amanhã na Baixada Santista. Eles, pretendem, logo cedo, deflagrar as mobilizações no acesso à Região, fazer panfletagens em várias cidades e também no Centro de Santos.

Os esquemas serão definidos hoje, porém, não serão revelados para não atrapalhar o impacto pretendido pelos sindicalistas de vários sindicatos e centrais sindicais.

“Temos que dar um basta a essa pretensão do Governo Federal em mexer com a previdência sem argumentos transparentes. Ele tem que discutir com a Sociedade os números e o rumo da previdência e não agir dessa forma ditatorial”, disse Claudinei Gato, presidente do Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos de Santos, que recebeu a reportagem do DL, na sede do sindicato.

O sindicalista, junto com outros grupos, que integram três centrais sindicais diferentes estava preparando o esquema para a mobilização. “Temos que mostrar a força do trabalhador, pois será ele que vai pagar por mais esta conta. Temos que reverter isso e as manifestações nas ruas é o caminho”, concluiu.

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