04h : 01min

Conheça o
Caderno + DL

Ler

Assine o Jornal por R$8
por mês no plano atual

AssineLer Jornal

Governo e centrais sindicais debatem nova aposentadoria

Reunião será hoje. Governo pretende concluir proposta da reforma da Previdência Social neste mês

Comentar
Compartilhar
11 OUT 2016Por Folhapress10h30
Muitos segurados do INSS têm ido aos postos previdenciários para pedir contagem de tempo de contribuição, pois temem preejuízos com a reforma que está em cursoFoto: Matheus Tagé/DL

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou  que a intenção do governo federal é enviar até o final deste mês a proposta da reforma previdenciária para a Câmara dos Deputados.

Segundo ele,  o estudo técnico elaborado pela equipe econômica foi entregue ao presidente Michel Temer, que dará início a uma rodada de reuniões com empresários, sindicalistas e parlamentares para fechar a versão final.

A primeira reunião ocorre hoje, quando o presidente vai se reunir com sindicalistas a fim de debater alguns dos pontos da reforma previdenciária.

Segundo Padilha, a proposta fechada deve ser enviada ao Congresso Nacional ainda durante a tramitação da proposta do teto de gastos, “presumivelmente ao curso de outubro”.

Depois, o governo quer apresentar os planos da reforma a empresários e líderes da base aliada no Congresso Nacional. A proposta, que muda a Constituição, só será enviada ao Legislativo antes do segundo turno das eleições, se essa agenda for cumprida até lá.

Após encontro com o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), o presidente da Força Sindical afirmou que a reforma da Previdência não foi discutida, mas criticou a possibilidade de as regras de aposentadoria serem alteradas para quem já está no mercado de trabalho.

O tom adotado por Paulinho, um dos principais aliados de Temer, sinaliza a dificuldade que o governo terá de convencer as centrais sindicais sobre a necessidade de mudar as regras de aposentadoria.

“Eu defendo idade mínima para aqueles que ainda não estão no mercado de trabalho, ou seja, quem nasceu a partir de 2001. Agora, para quem está no mercado de trabalho, você foi contratado de um jeito, e agora vem dizer que vai se aposentar aos 65 anos? Não tem nenhuma possibilidade da minha central aceitar isso e com certeza as outras não vão aceitar. Então o governo terá de ter muita paciência para negociar para não tocar fogo no Brasil”, afirmou.

O próprio ministro Eliseu Padilha já confirmou que o governo irá propor idade mínima de 65 anos para aposentadoria como regra para homens e mulheres. Além disso, da forma como está desenhada, a proposta coloca o prazo de 25 anos de contribuição como mínimo para aposentadoria.

Para se obter o teto do INSS será preciso contribuir por 50 anos

“Daqui a seis, sete anos, quando eu, aposentado, for ao governo para receber o meu cartão, o governo não terá dinheiro para pagar”.

A frase, dita pelo presidente Michel Temer para defender sua proposta de reforma da Previdência, pode parecer alarmista, mas não está distante do cenário esperado por especialistas em finanças pessoais ouvidos pela reportagem.

Para eles, a crise no INSS e os planos para reformá-lo aumentam ainda mais a importância de o trabalhador guardar dinheiro para a aposentadoria, diante da falta de garantia de como o benefício funcionará quando chegar a vez de quem está entrando no mercado agora.

O teto do INSS hoje é de R$ 5.189,82. Pela proposta em discussão apenas os trabalhadores que contribuírem por 50 anos vão receber esse valor. Para quem começa a trabalhar aos 20, isso significa se aposentar aos 70 anos.

Para encerrar a vida profissional antes disso será necessário ter ao menos 25 anos de contribuição e 65 anos de idade, recebendo 75% do teto mais 1% a cada ano adicional de contribuição, segundo as regras em discussão.

Colunas

Contraponto

Construtora CredLar