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Estivadores de Santos suspendem greve no Porto

Trabalhadores tentam desde o começo do ano negociar reivindicações para renovar a convenção coletiva

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25 OUT 2018Por Glauco Braga09h00
A categoria vai esperar as respostas dos empresários para tomar alguma atitudeFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Os estivadores de Santos, avulsos e vinculados, dos terminais privativos e do cais público decidiram, ontem, suspender a greve que estava marcada para acontecer hoje. A categoria achou que um movimento paredista neste momento pode complicar ainda as negociações com os ­empresários.

Com data-base em março, os trabalhadores tentam desde o começo do ano negociar reivindicações para renovar a convenção coletiva de trabalho dos avulsos e vinculados.

De acordo com informações do Departamento Jurídico do Sindicato dos Estivadores, nas empresas do Cais Neto, existe Dissídio Coletivo instaurado e que ele está suspenso diante da possibilidade de negociação entre as partes.

Já com relação às empresas de contêineres já existe um protocolo com pedido de conciliação junto ao Tribunal Superior do Trabalho feito no último dia 18. visando a realização de audiência para tratar das questões referentes à data-base/2018 e a dois dissídios coletivos.

A categoria vai esperar as respostas dos empresários para tomar alguma atitude.

Sopesp

Em nota oficial assinada pelo diretor-executivo José dos Santos Martins ,  o Sopesp se pronunciou em relação à possibilidade de uma greve da estiva.

“O Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) foi informado por ofício do Sindicato dos Estivadores sobre a greve programada.

O Sopesp vai aguardar os acontecimentos, e dependendo dos fatos que ocorrerem vamos tomar as medidas que forem decididas pelo Conselho Diretor. O Sopesp esclarece ainda que está em permanente negociação com o Sindicato dos Estivadores desde o ano passado, objetivando firmar a Convenção Coletiva de Trabalho entre as partes.

Informa também que as Câmaras Setoriais do Sopesp já fizeram a antecipação dos índices econômicos a partir de 1º de março deste ano. Os acordos e a Convenção só não foram firmados em função de detalhes que até o momento ainda não foram concluídos. Por tudo isso, o Sopesp estranha a afirmação do Sindicato dos Estivadores de que há intransigência nas negociações, pois aguardamos até hoje resposta à minuta de Convenção Coletiva encaminhada ao Sindicato dos Estivadores, que simplesmente não nos respondeu”.

 

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