Casos de arboviroses aumentam no verão

Clima quente e alta umidade aceleram desenvolvimento do vetor.

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06 JAN 2019Por Caroline Souza11h27
A água parada , como em pneus, se torna um criadouro em potencial.Foto: Nair Bueno/DL

Os casos de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti aumentam no verão. A alta umidade relativa e o clima quente da Baixada Santista aceleram o desenvolvimento do vetor, tornando a região propícia ao crescimento da doença.

Em novembro, no Dia Nacional de Combate ao Aedes Aegypti, o Diário do Litoral entrevistou o infectologista Evaldo ­Stanislau, que fez um alerta: há risco de surto de dengue na região em 2019.

“Nos últimos anos, a região apresentou baixos números de casos, dizemos que estamos em queda, sem epidemia, por isso há um risco concreto de surto em 2019”, comentou Stanislau.

O último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2018, apontou que São Vicente estava em situação de risco de surto de dengue, zika e chikungunya. Já as cidades de Guarujá, Cubatão, Santos, Itanhaém e Peruíbe estavam em situação de alerta. Bertioga, Praia Grande, Mongaguá apresentaram índice ­satisfatório. 

Os municípios alegam que, por conta do verão, estão intensificando as atividades de combate ao mosquito. Uma das principais ações é a visita a residências e pontos comerciais, além de terrenos e outros locais com possível foco do Aedes.

EM RISCO

Em São Vicente - única cidade ‘em risco’ da Baixada no último LIRAa - o Departamento de Controle de Doenças Vetoriais executa atividades de busca e resolução de focos larvários. 

A Secretaria de Saúde possui o mapeamento da infestação de Aedes aegypti. A última foi feita em outubro de 2018. Os dados de densidade do vetor vêm sendo observados sistematicamente pela coordenação, que tem alertado a população e instâncias superiores sobre o avanço do mosquito transmissor, além do aumento de sua adaptação a diferentes ­criadouros.

ALERTA

Entre outras ações, a cidade de Santos tem 461 armadilhas, sendo 22 na área portuária, que atraem as fêmeas do mosquito Aedes aegypti. Semanalmente, as armadilhas são vistoriadas e os bairros que apresentam maior concentração de fêmeas de Aedes aegypti recebem ­mutirões.

A Secretaria de Saúde de Cubatão está implantando a coleta de hemograma nas UBSs com devolução do resultado em até 24 h, assim como orientações in loco sobre o Protocolo de Manejo Clínico da Dengue.

O acompanhamento da situação epidemiológica também utiliza a ferramenta Diagrama de Controle, que classifica o período epidêmico em cenários de risco. 

Guarujá está realizando mutirão de retirada de criadores nos setores de maior infestação larvária; distribuição nas praias de material educativo, tenda inflável e teatro de fantoches; monitoramento dos casos suspeitos e confirmados de dengue, chikungunya, zika e febre amarela; monitoramento laboratorial e busca ativa de notificações; realização de Bloqueio Controle de Criadouros (BCC) em todos os casos suspeitos de dengue, chikungunya , zika e febre amarela; entre outros.

A Prefeitura de Itanhaém realiza orientação da população e monitoramento dos imóveis e terrenos pelos agentes de saúde e de endemias, atendimento às denúncias, atividades educativas e bloqueio em áreas de risco suspeitas de haver foco ou proliferação. 

Já o município de Peruíbe está realizando a confecção do plano de arboviroses municipal, onde constará o fluxo de atendimento na unidade de pronto atendimento e unidades básicas de saúde, ações educativas em parceria com outros setores.

OUTRAS CIDADES

Mesmo com índices satisfatórios, as outras cidades continuam realizando trabalho de combate ao mosquito durante todo o ano e que as mesmas estão sendo intensificadas durante o verão. 

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