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Avanços na medicina aumentam chance de cura do câncer

Especialista afirma que fatores modificáveis possuem relação com a doença; avanços possibilitam tratamentos com ampla chance de cura, mas o diagnóstico deve ser precoce

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10 OUT 2016Por Rafaella Martinez10h12
Especialista diz que é preciso falar em prevenção tomando como base quatro níveis: a informação, o diagnóstico precoce, o acompanhamento e os cuidados paliativosFoto: Edson Lopes Jr/GESP

No ciclo natural da vida, a célula humana se divide em duas, depois em quatro, em oito e daí por diante. O funcionamento dos órgãos é resultado da atividade de trilhões dessas partículas minúsculas. Em alguns casos, por uma falha genética, a célula desobedece às ordens de seu núcleo e começa a se multiplicar desordenadamente. Dessa multiplicação anormal, produzida pelo próprio corpo humano, surge uma massa chamada de tumor. Quando não evolui, ele é considerado benigno. Quando ele cresce e interfere no funcionamento dos órgãos, o tumor é maligno e recebe o nome de câncer.

Além das questões genéticas, o aumento da expectativa de vida, a urbanização e a globalização são alguns dos fatores que podem explicar o crescimento no número de casos de câncer no Brasil.

Nesse contexto, a prevenção se torna primordial. De acordo com André Perdicaris, médico cirurgião cancerologista, é preciso falar em prevenção tomando como base quatro níveis: a informação, o diagnóstico precoce, o acompanhamento e os cuidados paliativos.

“O primeiro sem dúvida é o mais difícil, que é a informação. O grande problema é fazer com que essa informação se transforme em conhecimento, atitude e comportamentos coerentes. Também é preciso pensar que quando o individuo está em um estágio final, não é preciso tomar medidas heroicas que apenas prolongam sofrimento. É preciso dar atenção para os cuidados paliativos”, destaca.

Na visão dele, o câncer é uma doença ambiental, que está relacionado a hábitos inadequados, estilo de vida incompatível aos parâmetros de saúde e principalmente agressões ao meio ambiente. “O fumo, a obesidade e o sexo sem prevenção são responsáveis por muitos casos de câncer registrados e são todos fatores modificáveis”, afirma.

A ponderação se justifica. De acordo com a última estimativa do projeto Globocan/Iarc, divulgada em 2012, destacou que os tipos de câncer mais incidentes no mundo foram pulmão (1,8 milhão)- que na maior parte das vezes está atrelado ao uso de cigarro -, mama (1,7 milhão) – que tem alta possibilidade de cura quando descoberto precocemente -, intestino (1,4 milhão) e próstata (1,1 milhão).

Tratamentos

Radioterapia

É um tratamento no qual se utilizam radiações para destruir um tumor ou impedir que suas células aumentem. Estas radiações não são vistas e durante a aplicação o paciente não sente nada. A radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia ou outros recursos usados no tratamento dos tumores.

Quimioterapia

Quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor. Dentro do corpo humano, cada medicamento age de uma maneira diferente. Por este motivo são utilizados vários tipos a cada vez que o paciente recebe o tratamento. Estes medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que elas se espalhem pelo corpo.

Transplante de medula óssea

Tratamento para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula.

Intervenção cirúrgica

Embora os tratamentos modernos se baseiem cada menos na cirurgia para curar tumores, o procedimento ainda desempenha papel importante no tratamento, aliado a outras terapias e de forma pontual. Alguns tumores só são removidos após forte redução por meio de quimioterapias e radioterapias. 

Cuidados paliativos

Os cuidados paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais. Quando a doença já se apresenta em estágio avançado ou evolui para esta condição mesmo durante o tratamento com intenção curativa, a abordagem paliativa deve entrar em cena no manejo dos sintomas de difícil controle e de alguns aspectos psicossociais associados à doença. Na fase terminal, em que o paciente tem pouco tempo de vida, o tratamento paliativo se impõe para, através de seus procedimentos, garantir qualidade de vida.

(Informações do Inca)
 

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