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Ônibus e lotações disputam espaço nos pontos de São Vicente

A Reportagem acompanhou durante uma hora a rotina de um dos pontos mais problemáticos do centro neste sentido, o que fica entre a Avenida Presidente Wilson e a Rua Mém de Sá.

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15 ABR 2018Por Vanessa Pimentel12h15
Maria Aparecida conta que quase toda manhã enfrenta o mesmo problema.Foto: Rodrigo Montaldi/DL

Pegar um ônibus em São Vicente tem sido um transtorno para algumas pessoas. Isso porque as lotações utilizam os mesmos pontos de parada que os veículos da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo), o que dificulta o acesso dos passageiros.

Maria Aparecida conta que quase toda manhã enfrenta o mesmo problema. “Pego ônibus para ir trabalhar, mas como as lotações param aqui, os ônibus acabam passando ao largo e deixam quem está esperando por eles na mão”. 

A Reportagem acompanhou durante uma hora a rotina de um dos pontos mais problemáticos do centro neste sentido, o que fica entre a Avenida Presidente Wilson e a Rua Mém de Sá. Ali, além da grande concentração de pessoas, é saída do estacionamento de um banco e conversão autorizada para carros que querem sair da avenida e seguir em direção a outros bairros.

Por quatro vezes, passageiros fizeram sinal de parada aos ônibus da EMTU, mas não foram atendidos porque o espaço reservado para o embarque ou desembarque dos usuários estava ocupado por mais de uma lotação, complicando a manobra para os ônibus. 

Um dos motoristas que conseguiu parar afirmou que o problema é antigo na cidade e que os condutores do transporte alternativo ficam parados por muito tempo nos pontos, ora cobrando as passagens, ora esperando que o número de passageiros esteja completo para seguir viagem. 

“Atrapalha toda a logística e é perigoso porque tem gente que acaba ficando no meio da rua para conseguir parar o ônibus”, afirma. 

Juliana Conceição diz que já chegou atrasada ao trabalho por conta dos ônibus não pararem quando solicitados. “Tem vezes que param três, quatro lotações de uma vez. Aí quem precisa do ônibus tem que correr pra fazer sinal antes que ele passe direto. Nessa confusão quem sofre mais são os idosos”, analisa. 

Repostas

Questionada sobre a possibilidade de separar os pontos entre vans e ônibus, a prefeitura informou que está ciente sobre algumas vias da Cidade que acabam incidindo linhas da EMTU e do transporte alternativo, mas que a criação de pontos separados se torna inviável, uma vez que este número dobraria ao longo destas vias, causando mais transtornos ao trânsito.

Também informou que a equipe de fiscalização da Setrans trabalha regularmente na atuação de veículos de transporte público para inibir excessos, como permanecer tempo além do necessário para embarque e desembarque de passageiros.

A Setrans destacou, ainda, que está sendo feito um estudo para remodelar as linhas municipais de forma a distribuí-las de uma melhor forma na Cidade. Também já foi feita uma solicitação verbal à EMTU para avaliar o itinerário das linhas que transitam nas principais ruas e avenidas do Município.

EMTU

A BR Mobilidade Baixada Santista informou, em relação ao descumprimento de parada de embarque, que a empresa realiza incessantes investimentos em treinamentos dos motoristas, com a finalidade de garantir o bom atendimento em todo o sistema, incluindo o dever da parada em pontos que possuem clientes que desejam embarcar.

Também disponibiliza o telefone da Central de Atendimento ao Cliente (0800 771 7778 ou brmobilidadebs.com.br) para que clientes que identifiquem qualquer anormalidade ou postura incorreta, possam registrar as reclamações junto a empresa e as devidas providências sejam tomadas.

Cooperlotação

A Reportagem não conseguiu contato com a empresa responsável pelo transporte alternativo da cidade, ­Cooperlotação.

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