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Servidores cobram apoio de vereadores por reajuste salarial

Pressionados, 17 parlamentares garantiram que só vão aceitar projeto do Executivo que, no mínimo, reponha a inflação - 5,35%

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17 MAR 2017Por Carlos Ratton09h00
Os manifestantes ocuparam a frente da Câmara e as galerias para pressionar os vereadores. A manifestação continua hoje, a partir das 8h30, na Praça MauáFoto: Matheus Tagé/DL

Hoje, a greve dos servidores municipais de Santos entra em seu nono dia. No entanto ontem, mais do que tomar as ruas, os grevistas resolveram literalmente tirar os vereadores santistas da ‘zona de conforto’ cercando o prédio do Legislativo, conhecido como Castelinho, e lotando as galerias da Casa. Os servidores foram cobrar quem estava realmente ao lado do funcionalismo.

E a pressão deu resultado. Dos 21 parlamentares que compõem o Legislativo santista, 17 só vão aceitar projeto do Executivo que, no mínimo, reponha a inflação, na ordem de 5,35%. 
Boa parte chegou a sair na rua para garantir sua posição aos mais de 500 funcionários que ficaram até o fim da manifestação.

Os funcionários gravaram cada depoimento em favor da categoria. Um carro de som foi posicionado ao lado do prédio e vários guardas municipais foram deslocados para o Castelinho para evitar confrontos, mas as manifestações foram pacíficas, como vem ocorrendo todos os dias.

Carabina calado

Três vereadores foram cautelosos em suas posições e um preferiu não se manifestar. Ademir Pestana (PSDB), líder do governo na Casa, disse que vai aguardar um projeto do prefeito para, só então, tomar uma posição. Braz Antunes (PSD) acompanhou Pestana. 

Antônio Carlos Banha Joaquim (PMDB) disse que o caminho mais prudente seria manter as negociações e o diálogo entre sindicato e Executivo. Já o vereador Jorge Vieira, o Carabina (PSDB), como na maioria das vezes, manteve-se calado.

Sindicato

Na porta da Câmara, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv), Flávio Saraiva, que espera a reabertura das negociações disse: “Foi fotografada a capa e folhas internas de um projeto de lei que oferecia 5,5% no auxílio alimentação e na cesta básica, que consideramos um tapa na cara do servidor. Uma piada de mau gosto. Ficamos sabendo que o projeto não veio para a Casa e, se viesse, não seria aceito”.

O presidente revelou que a greve continua, com manifestação hoje, a partir das 8h30, na Praça Mauá. À tarde, às 17 horas, no Sindicato dos Petroleiros, os servidores ouvirão a explanação do consultor Rodolfo Amaral.

“Ele vai explicar tecnicamente que todos os números apresentados pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa para justificar o não reajuste salarial são equivocados, distorcidos”, adiantou Saraiva.
Os servidores querem 5,35% referentes à inflação dos últimos 12 meses mais 8% de aumento real.

Prefeitura

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa já informou que a Prefeitura não tem recursos para conceder o reajuste salarial pleiteado pela categoria, e que isso só será possível a partir do segundo semestre, caso a situação dos cofres públicos melhore.

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