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Projeto promove inclusão pelo skate

Programa atende, em Santos, jovens com deficiências físicas ou intelectuais e possibilita melhorias através da prática do espo

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10 AGO 2017Por Vanessa Pimentel11h00
Alunos do N.A.P.N.E são atendidos às quartas-feiras e já melhoraram o equilíbrio corporal e a sociabilidadeFoto: Matheus Tagé/DL

A parte dos fundos da Associação Atlética Portuguesa, na Avenida Pinheiro Machado, em Santos, não está mais ociosa. Isso porque, desde março deste ano, abriga um mini ramp, três instrutores de skate, uma assistente social e o desejo de promover a inclusão de crianças com deficiência física ou intelectual através da prática do esporte. 

Assim funciona o projeto Skate Terapia, ideia recém-saída da cabeça do idealizador Lupercio Conde Jr. “Estava um dia no quebra-mar e vi uma criança com síndrome de Down aprendendo a andar de skate, muito animada e concentrada. Fui conversar com o pai dele e durante o papo acabou contando que a prática do esporte ajudava o menino a ter mais atenção e equilíbrio. Daí nasceu a vontade de montar um projeto que usasse o skate para promover melhorias na qualidade de vida das pessoas com algum tipo de deficiência”, explica Lupercio. 

A partir deste encontro, Conde saiu em busca de parcerias com clubes do município para a construção da mini rampa e de um local para abrigá-la. Conseguiu apoio dos cinco Rotary Clubs da cidade, a doação da tenda de cobertura e o espaço cedido pela Portuguesa Santista. 

Com tudo pronto, convidou escolas de educação especial a levar os alunos para conhecer a iniciativa. Foi um sucesso. “Os benefícios do skate são visíveis e rápidos. Em um mês algumas crianças já conseguem andar sozinhas e isso melhora a autoestima e segurança delas”, conta a assistente social e coordenadora do projeto Mônica Kellerman.

Um dos instrutores, Fábio Engel, explica que os movimentos produzidos através da prática do skate ativa áreas do cérebro que não são estimuladas durante a rotina comum. 

“Normalmente, a gente está acostumado a andar somente para frente, mas os movimentos do skate mudam essa percepção porque trabalham a lateralidade e trazem adrenalina. Se para uma pessoa sem deficiência essa sensação já é boa, para quem tem algum limite e se supera, ela dobra”, declara.

Luciana Ramos tem 44 anos e é uma das alunas do Skate Terapia. Questionada sobre o que sente quando pratica o esporte, ela diz: “leve”. 

Custo

Segundo Mônica, o próximo passo é buscar parceria pública e privada que ajude a custear e manter o projeto. A meta é oferecer oito sessões (2 por semana), com aulas individuais, acompanhadas por instrutores e atender mais entidades. Atualmente, a única que está sendo atendida é o N.A.P.N.E - Núcleo de Atendimento à Portadores de Necessidades Especiais. 

Quem quiser ajudar pode entrar em contato através do telefone (13) 98132 0723 ou na página do projeto: facebook.com/projetoskateterapia. 

Convite

Neste domingo (13), o Briosa Skate Place estará de portas abertas a partir das 10 horas para quem quiser conhecer ou participar do campeonato de skate agendado no local.

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