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'Vai ficar difícil de apoiá-los em 2018', diz Jucá sobre desembarque do PSDB

Contudo, embora a expectativa seja de que a corte eleitoral não impugnará o mandato do peemedebista, tucanos estudam mesmo assim um desembarque

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08 JUN 2017Por Folhapress17h30
Romero Jucá (PMDB-RR) reagiu à movimentação de desembarque dos tucanos da base do presidente Michel TemerFoto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) reagiu nesta quinta (8) à movimentação de desembarque dos tucanos da base do presidente Michel Temer.

"Se o PSDB deixar hoje a base vai ficar muito difícil de o PMDB apoiá-los nas eleições de 2018", disse Jucá. "Política é feita de reciprocidade".

O PSDB decide na próxima segunda-feira (12) se permanece na base. O partido aguarda a conclusão do julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que pode cassar Temer, para tomar uma decisão.

Contudo, embora a expectativa seja de que a corte eleitoral não impugnará o mandato do peemedebista, tucanos estudam mesmo assim um desembarque.

Em reuniões das bancadas do PSDB da Câmara e do Senado, nesta quarta (7), cresceu o sentimento de que é preciso romper com Temer. Os parlamentares avaliam que fatos ruins contra Temer "não deixarão de aparecer" e que isso pode provocar um desgaste maior ao partido para as eleições de 2018 do que se decidir hoje por romper com o PMDB.

O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP) diz que a maioria no partido não vê como o peemedebista terminar o governo. "Conversei com os senadores e a maioria deles defende a saída do governo e a entrega dos ministérios, mantendo o apoio à agenda [reformas]", disse o líder da sigla. "Alguns acham que não é o momento de sair. Mas há uma unanimidade, ou são quase todos, que acham que o Michel Temer não consegue terminar o governo", disse.

O PSDB fará uma reunião "estendida" na próxima segunda-feira (12) para debater o assunto. O encontro ocorreria nesta quinta (8), mas acabou sendo adiado para aguardar a conclusão de um julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode resultar na cassação de Temer.

Tasso, que até então vinha se mantendo como defensor da manutenção do partido no governo, deu sinais de que a posição pode ser revista. Após um almoço com a bancada do partido no Senado, afirmou que a legenda "não precisa ter cargo e ministérios para continuar apoiando as reformas".

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