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Temer pede à base aliada que não aquiete e que rebata críticas

Em café da manhã com parlamentares governistas, no Palácio da Alvorada, ele pregou que não se pode ficar em silêncio

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13 SET 2017Por Folhapress19h01
Michel Temer se tornou alvo de inquérito aberto pelo STFFoto: Agência Brasil

Com a deflagração de uma nova crise política, o presidente Michel Temer pediu nesta quarta-feira (13) à base aliada que defenda o atual governo e que rebata as críticas feitas a ele.

Em café da manhã com parlamentares governistas, no Palácio da Alvorada, ele pregou que não se pode ficar em silêncio ou se aquietar diante de acusações contra a administração peemedebista.

"Eu pediria que vocês incentivem os nossos deputados e senadores para fazer um discurso de rebate. Porque, muitas vezes, eu vejo que a pessoa ouve uma coisa negativa e se aquieta, fica em silêncio. Não pode se aquietar", disse.

Em discurso, ele ressaltou que o país não pode ficar paralisado e que não é hora de se envolver em questões da alçada de outros Poderes, em uma referência às investigações contra o governo analisadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

"Se nos envolvermos em outras questões, nós vamos nos embaralhar, nos embaraçar. Certas questões não são da nossa alçada e nós temos de pensar na nossa", disse.

Em menos de 24 horas, o presidente foi citado em investigação da Polícia Federal e se tornou alvo de inquérito aberto pelo STF. Há ainda a expectativa de apresentação de uma denúncia por obstrução judicial e formação de quadrilha pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Previdência

No encontro, o presidente expôs os recentes dados econômicos de recuperação, considerados o principal trunfo de seu mandato. Ele pediu aos parlamentares governistas que, em reposta às críticas, divulguem as informações.

Temer fez um apelo para a retomada das discussões das reformas governistas, como a previdenciária. Segundo o ministro Maurício Quintella (Transportes), o governo mira a reforma tributária, menos polêmica, e fala em esforço para discutir a previdenciária.

"É preciso reorganizar a base, votar a reforma tributária, que é menos polêmica, e voltar a discutir a reforma da Previdência", disse.

"A expectativa é que outubro ou novembro seja possível avançar, se não na reforma da Previdência ideal, a possível", reforçou.

Quintella admitiu que a base parlamentar se encontra desmobilizada neste momento, mas negou que a desmobilização tenha se dado apenas pelas denúncias envolvendo o governo.

Segundo ele, há uma resistência clara de parte do Congresso Nacional em relação à reforma previdenciária em razão da proximidade das eleições.

Ele disse ainda que a Previdência foi atropelada por outros temas, como a reforma política, e medidas provisórias.

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