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Secretários de Doria discutem e titular da Cultura critica 'molecagem'

As imagens não deixam claro quando foi feita a gravação, mas Sturm acusa seu colega de governo de 'vendê-lo' para ser 'agredido e xingado' por um grupo de pessoas que acompanha Flávio

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13 JUN 2017Por Folhapress12h30

Um vídeo divulgado na internet mostra dois secretários do prefeito João Doria (PSDB) travando uma discussão dura, na qual André Sturm (Cultura) diz ter sido feito de "palhaço" e classifica como "molecagem" a atuação de Milton Flávio (Relações Institucionais).

As imagens não deixam claro quando foi feita a gravação, mas Sturm acusa seu colega de governo de "vendê-lo" para ser "agredido e xingado" por um grupo de pessoas que acompanha Flávio -aparentemente ativistas culturais, que têm travado uma disputa com a gestão Doria e pedido a saída do titular da Cultura.

"Isso é sacanagem! Você mandou eu vir aqui hoje, eu estive aqui hoje às 2h da tarde... Você me fez fazer papel de palhaço, palhaço! Eu tenho gravado aqui a nossa conversa", afirma Sturm no vídeo divulgado nesta segunda (12) pela Frente Única da Cultura SP. "Você grava também?", responde o colega.

Os secretários e a gestão Doria foram procurados para comentar o vídeo no final da noite desta segunda-feira (12), mas não responderam aos contatos.

Alvo de protestos desde o início da gestão, Sturm se envolveu em uma polêmica nas últimas semanas após a divulgação de um áudio em que ameaça "quebrar a cara" de um gestor cultural durante reunião na zona leste.

Manifestantes, que já reagiam contra mudanças na Virada Cultural, a remoção de grafites e a organização do Carnaval, não se contentaram com o pedido público de desculpas, classificando a ação do secretário  como "truculenta".

No último dia de maio, manifestantes invadiram o edifício onde funciona a Secretaria Municipal de Cultura, contra a redução de verba, as mudanças em editais e pedindo a saída do secretário.

A negociação foi conduzida pelo secretário Milton Flávio, que classificou a pauta dos manifestantes como inexequível, tentando demovê-los com promessas de descongelamento de verbas. Ele também chegou a dizer que a saída de Sturm estava fora de cogitação" na ocasião.

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