Previdência é gradual, com transição longa, preservando os direitos, diz Dyogo

O ministro do Planejamento destacou as qualidades da proposta feita pelo governo

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30 JAN 2018Por Estadão Conteúdo19h15
Dyogo Oliveira destacou que deixar o assunto para 2019 é piorFoto: Agência Brasil

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, voltou a defender a reforma da Previdência em palestra no fim da manhã desta terça-feira, 30, no Rio. Segundo Oliveira, a proposta do governo é gradual e deve ser aprovada logo.

Ao concluir sua fala, após reafirmar a disposição do governo em votar a reforma em fevereiro e dizer que o Planalto já conta com 270 votos a favor, Dyogo Oliveira destacou que deixar o assunto para 2019 é pior.

"Não aprovar a reforma este ano torna mais difícil aprovar ano que vem", disse Dyogo, ao concluir sua palestra, após a fase de perguntas.

Antes, o ministro destacou as qualidades da proposta feita pelo governo. "A reforma não é dura é gradual, com transição longa, preservando os direitos", disse Dyogo Oliveira, que também citou números.

Segundo ele, o Brasil gasta 57% da despesa do governo federal com a Previdência, contra apenas 2% com investimentos. A média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 20% dos gastos, afirmou Oliveira. "Estamos gastando com o passado e nada com o futuro", disse o ministro, ressaltando que o tamanho dos gastos previdenciários piora a cada ano. "Em 2010, era menos de 50% (da despesa federal)", disse.

Apesar disso, o tema é difícil de ser comunicado à sociedade, segundo o ministro. Nas redes sociais, por exemplo, "há um certo isolamento dos grupos", que impede a transmissão da mensagem de que a reforma 'e importante. "Os grupos que são a favor mandam mensagens para os grupos que são a favor", comentou, lembrando que o tema é árido e o excesso de regras previdenciárias complica a comunicação.

Dyogo Oliveira rebateu ainda críticas como o fato de vários membros do governo terem se aposentado precocemente ("ninguém pode ser acusado de cumprir a lei", disse) e o fato de o Planalto ter deixado de lado o sistema previdenciário dos militares. "A reforma deles não precisa ser constitucional, pode ser por lei ordinária. Pode ser enfrentada com mais facilidade, tão logo seja enfrentado o problema geral", afirmou, repetindo a posição do governo sobre esse tema.

 

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