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PMDB obriga deputados a votarem contra denúncia de Temer

Ou seja, o deputado que votar a favor da denúncia será afastado temporariamente de suas funções enquanto o conselho de ética do partido não tomar decisão final

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12 JUL 2017Por Folhapress19h30
"A Executiva do PMDB fecha questão contra a denúncia ao presidente Temer. Quem não cumprir a decisão será enquadrado pelo Conselho de Ética do partido e sofrerá punições", afirmou Romero Jucá (PMDB)Foto: Agência Brasil

A executiva nacional do PMDB decidiu na manhã desta quarta-feira (12) fechar questão contra a denúncia que indica que o presidente Michel Temer cometeu crime de corrupção passiva.

Ou seja, o deputado que votar a favor da denúncia será afastado temporariamente de suas funções enquanto o conselho de ética do partido não tomar decisão final. A legenda tem 33 deputados no colegiado e 63 na Câmara.

A primeira medida concreta em relação aos infiéis é tirá-los das comissões.

"A Executiva do PMDB fecha questão contra a denúncia ao presidente Temer. Quem não cumprir a decisão será enquadrado pelo Conselho de Ética do partido e sofrerá punições", afirmou nas redes sociais o presidente do partido, senador Romero Jucá (RR).

"O PMDB terá clareza nas suas posições e vai cobrar clareza e firmeza também dos seus parlamentares.

Aqueles que se sentirem incomodados estão à vontade para mudar de partido", disse Jucá em entrevista após a reunião.

"É a primeira vez que o partido faz isso. Mostra a gravidade do que está acontecendo", disse o ministro Moreira Franco (Secretaria de Governo), ao deixar a reunião.

ZVEITER

Tanto Jucá como o líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), não chegaram a uma conclusão sobre o que pode ser feito em relação ao deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), que apresentou um parecer contrário a Temer na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Ambos concordaram que a decisão desta quarta-feira (12) não pode retroagir. Governistas, no entanto, querem que ele deixe o partido.

"Toda manifestação é a partir de hoje [quarta]. Portanto, a partir de hoje, qualquer decisão contrária às orientações da bancada será avaliada da forma que precisa ser", afirmou Jucá.

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