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Partido vê em derrota de Haddad no 1º turno trégua para ataques ao partido

A avaliação, segundo a reportagem apurou, é que o prefeito Fernando Haddad (PT) dificilmente seria reeleito num confronto que seria pautado por ataques ao PT

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10 OUT 2016Por Folhapress00h30
A avaliação é que Fernando Haddad (PT) dificilmente seria reeleito num confronto que seria pautado por ataques ao PTFoto: Agência Brasil

Integrantes da cúpula do PT e do Instituto Lula admitem, em conversas, um alívio com o desfecho da eleição para a Prefeitura de São Paulo já no primeiro turno.

A avaliação, segundo a reportagem apurou, é que o prefeito Fernando Haddad (PT) dificilmente seria reeleito num confronto que seria pautado por ataques ao PT.

Além do desgaste da sigla, Haddad poderia amargar uma derrota pessoal. Com a vitória do tucano João Doria em primeiro turno, a ruína foi coletiva, diluída entre os principais adversários, Celso Russomanno (PRB) e Marta Suplicy (PMDB).

Ao chegar em segundo lugar, Haddad sai da disputa com maior capital do que tinha no início da campanha. Como acreditam numa motivação política para a Operação Lava Jato, os petistas temiam a ocorrência de novas ações da Policia Federal ao longo do segundo turno, o que debilitaria ainda mais o partido.

Segundo a reportagem apurou, essa avaliação foi feita pelo presidente do PT, Rui Falcão, em conversa com representantes de partidos aliados. Ao mesmo tempo, a ausência de Haddad em um segundo turno com outros candidatos também seria uma possibilidade desgastante, na visão do partido.

Os presidentes do PT no Estado, Emídio de Souza, e da capital paulista, Paulo Fiorilo, também dizem que o embate no segundo turno permitiria a defesa da sigla. 'Haddad poderia defender seu governo', diz Fiorilo.

Baseado em pesquisas internas, o comando petista já trabalhava na sexta (30), antevéspera da eleição, com a hipótese de derrota no primeiro turno. Na tarde de domingo (2), por volta das 14h, alguns dirigentes petistas já apostavam na eleição de Doria em primeiro turno.

Um dos fatores que levaram a essa convicção foi a falta de apoio do PMDB à campanha de Marta, outra forte candidata a seguir com Doria na disputa.

Refundação

O comando petista reagiu com irritação às novas declarações do ex-ministro Tarso Genro em defesa do que chama de 'refundação' partidária. Vice-presidente do PT, Jorge Coelho afirmou que, como ex-ministro e ex-governador, Tarso também é culpado pelo momento que o partido atravessa.

'Tarso deveria fazer mea culpa. O PT tem telefone, endereço e e-mail. Ele poderia participar das reuniões do partido em vez de ficar bancando o sabe-tudo pela imprensa.'

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