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Padilha diz que 'áudio não causou baixas consideráveis na base aliada'

Segundo ele, é o momento do Palácio do Planalto trabalhar junto ao Congresso Nacional para aprovar no cronograma estipulado

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19 MAI 2017Por Folhapress19h30
Eliseu Padilha, avaliou nesta sexta-feira (19) que o conteúdo do áudio não causou "baixas consideráveis na base de sustentação" da administração peemedebistaFoto: Divulgação

No dia seguinte à divulgação da gravação de encontro entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, avaliou nesta sexta-feira (19) que o conteúdo do áudio não causou "baixas consideráveis na base de sustentação" da administração peemedebista.

Segundo ele, diante dos anúncios de PPS e PTN de rompimento com o governo federal, é o momento do Palácio do Planalto trabalhar junto ao Congresso Nacional para aprovar no cronograma estipulado as votações das reformas trabalhista e previdenciária.

"Em face da divulgação da íntegra do áudio com o presidente, não houve baixas consideráveis na base de sustentação do governo. Daí porque o governo tem de trabalhar muito, juntamente com o Congresso Nacional, para promover no prazo as reformas trabalhista e previdenciária", disse o ministro à reportagem.

Com o agravamento da crise política, o ministro deu início nesta sexta-feira (19) a uma ofensiva para evitar mais baixas na base aliada e que o quadro de instabilidade atrase o cronograma das reformas governistas.

Pela manhã, o ministro se reuniu com a equipe técnica da Casa Civil e recebeu o presidente da comissão especial da reforma previdenciária, Carlo Marun (PMDB-MS). Ele deve também se encontrar com os relatores da reforma trabalhista no Senado. O relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES) suspendeu a tramitação da proposta após a gravação.

PRONUNCIAMENTO

Para esta sexta-feira (19), o presidente avalia fazer um novo pronunciamento para se defender das novas acusações feitas em delação premiada pelo executivo da JBS e para minimizar o conteúdo do áudio divulgado nesta quinta (18).

O presidente se reuniu no final da manhã desta quinta com os ministros da área política para avaliar a repercussão da crise política e definir se fará mesmo um novo discurso público. O Palácio do Planalto também pediu a líderes da base aliada que saiam em defesa pública da gestão peemedebista e reafirmem que não desembarcarão do governo, na tentativa de acalmar o mercado financeiro.

O dólar seguiu trajetória de queda em relação ao real nesta sexta-feira (19) e a agência de classificação de risco Fitch confirmou nota de crédito do Brasil em 'BB', mantendo a perspectiva negativa e o grau especulativo.

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