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'Nunca houve propina de 5%; que maluquice é essa?', diz Cabral

Cabral depôs em processo em que é acusado de lavagem de dinheiro por meio de concessionárias de carro

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10 JUL 2017Por Folhapress18h00
Cabral depôs em processo em que é acusado de lavagem de dinheiro por meio de concessionárias de carroFoto: EBC

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) negou em depoimento nesta segunda-feira (10) ter cobrado 5% de propina sobre os grandes contratos do Estado.

Em fala enfática ao juiz Marcelo Bretas, o peemedebista classificou a acusação como "maluquice".
Cabral voltou a afirmar que se apropriou de sobras de caixa dois de campanha. Mas negou ter dado contrapartida às empresas que contribuíram às suas campanhas.

"Nunca houve propina! Nunca houve 5%! Que maluquice é essa? O Ministério Público tem sido injusto comigo em relação a isso", disse o ex-governador.

Cabral depôs em processo em que é acusado de lavagem de dinheiro por meio de concessionárias de carro. Resultado da Operação Mascate, a ação penal trata da atuação de Ary Ferreira da Costa Filho, ex-assessor do peemedebista.

Foi a primeira vez que ele respondeu às perguntas do juiz. Nos dois primeiros depoimentos, ele só respondeu os questionamentos da defesa.

O peemedebista negou que tenha responsabilidade sobre a movimentação financeira do ex-assessor. Em depoimento, Filho declarou que recebeu entre R$ 9 milhões e R$ 10 milhões de sobras de caixa dois, com os quais adquiriu imóveis.

Cabral não reconheceu ter repassado todo esse valor. "Após a campanha, pode ter havido algum pagamento. Mas esse valor eu não reconheço. Talvez menos que 15% disso", afirmou ele.

SUPERMERCADO

Em seu depoimento, Filho incluiu mais uma empresa não citada na Operação Lava Jato no esquema Cabral. Ele disse que o Supermercado Prezunic e a cervejaria Itaipava, já citada em outras investigações, repassaram R$ 5 milhões em dinheiro vivo às campanhas do ex-governador.

O peemedebista confirmou que elas contribuíram para as disputas eleitorais, mas não confirmou os valores. Negou que tenha dado contrapartida às empresas, citando inclusive multas aplicadas a elas pela Secretaria de Fazenda.

"Basta o governante ter o discernimento de um momento do outro", disse Cabral, sobre os momentos de pedir ajuda eleitoral e tomar decisões administrativa.

Cabral responde a 12 ações penais sob acusação de lavar o dinheiro obtido por meio de propina.

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