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Novos áudios da JBS são parte de 'guerra psicológica', diz Gilmar

Em relação à possibilidade de as investigações da Lava Jato sofrerem algum tipo de revés por causa dos novos áudios, o ministro disse que é preciso 'aguardar'

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05 SET 2017Por Folhapress14h30
Gilmar Mendes afirmou que os novos áudios da JBS são parte de uma 'guerra psicológica'Foto: Agência Brasil

O ministro do STF Gilmar Mendes disse nesta terça-feira (5), em Paris, que as possíveis "referências indevidas" a membros da Corte nos novos áudios gravado pelo empresário Joesley Batista e pelo lobista Ricardo Saud, citadas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fazem parte de uma "guerra psicológica".

"Temos que esperar. Isso tem que ser revelado. Essa guerra psicológica não adianta nada. O importante é que se esclareça e que se tire isso tudo a limpo", afirmou o magistrado, na saída de um encontro com autoridades francesas em Paris, onde está em visita oficial.

Em relação à possibilidade de as investigações da Lava Jato sofrerem algum tipo de revés por causa dos novos áudios, o ministro disse que é preciso "aguardar" o conteúdo da gravação e lembrou que a Polícia Federal já tinha feito "observações muito críticas em relação à pressa com que a Procuradoria conduziu todo o episódio".

"Eu tenho a impressão que todos sabiam que era uma delação extremamente problemática desde o começo. Agora, está se vendo o preço que se cobra por isso", disse Mendes.

O magistrado disse não se surpreender com a citação do nome do ex-procurador Marcelo Miller, que foi braço-direito de Janot na Procuradoria-Geral da República, no novo áudio.

Em entrevista ao blog do jornalista Josias de Souza, do UOL, Mendes já tinha citado Miller como um dos procuradores que "no primeiro embate com uma massa de dinheiro ficaram no chão".

"Não me surpreende, porque desde o começo surgiu [o nome de Miller] e não foi devidamente levado em conta, investigado", afirmou Mendes. "A Procuradoria não quis dar sequência, mas de fato esse é um dado que deve ser levado em conta."

Para o magistrado, se houve algum tipo de irregularidade no acordo de delação assinado pelos executivos da JBS, "outras também se cometeram" e a culpa disso seria "a pressa e a falta de cuidado da Procuradoria nesse tipo de matéria".

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