00h : 57min

Conheça o
Caderno + DL

Ler

Assine o Jornal por R$8
por mês no plano atual

AssineLer Jornal

'No Brasil, cada um quer derrubar o outro', diz Temer

O presidente foi delatado criminalmente pela cúpula da JBS e tenta barrar as acusações no Supremo Tribunal Federal

Comentar
Compartilhar
13 SET 2017Por Estadão Conteúdo08h30
Temer defendeu que se monte uma comissão de debates no governo integrada por representantes dos sindicatos e do LegislativoFoto: Agência Brasil

Um dia depois de ser associado pela Polícia Federal à prática de corrupção investigada no inquérito do "quadrilhão" do PMDB, o presidente da República, Michel Temer, afirmou ontem, 12, que "o povo brasileiro é maior do que qualquer crise" e que no País "cada um quer derrubar o outro". Temer também disse que problemas são "artificialmente criados" no Brasil.

O presidente também foi delatado criminalmente pela cúpula da JBS e tenta barrar as acusações no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto espera uma eventual segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República, possivelmente por organização criminosa e obstrução da Justiça.

Em busca de uma agenda positiva na economia, Temer fez de uma reunião com empresários e sindicalistas uma cerimônia aberta no Palácio do Planalto, posando para fotos e com direito a discursos de ministros e dos convidados. Temer defendeu que se monte uma comissão de debates no governo integrada por representantes dos sindicatos e do Legislativo.

"Esse diálogo é fundamental para a democracia até porque irmana, fraterniza as pessoas. O que é uma coisa muito importante num País em que cada um quer derrubar o outro, cada um quer derrotar o outro, cada um quer encontrar um caminho para verificar como é que atrapalha o outro. E não consegue. Não consegue porque o Brasil não para. O povo brasileiro é maior do que toda e qualquer crise, é capaz de encarar os problemas, muitas vezes artificialmente criados, e dizer 'não vou no artifício, vou na realidade'. E a realidade é o crescimento do País."

O relatório final da PF aponta indícios de que Temer e os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil) cometeram crime de corrupção. O documento indica também que Temer recebeu R$ 31,5 milhões de vantagens por participar de suposta organização criminosa, formada por políticos, que atuou na Petrobras e nos governos petistas.

As conclusões foram encaminhadas ao STF. O relatório desta investigação, iniciada em 2015, era aguardado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para finalizar uma eventual segunda denúncia contra Temer.

Colunas

Contraponto