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Geddel diz que está "tranquilo" e não comenta votação de comissão

A votação foi adiada após o pedido de vista de um dos conselheiros do órgão

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21 NOV 2016Por Folhapress14h22
Geddel Vieira Lima afirmou que não vai comentar a decisão da maioria dos membros da da Comissão de Ética da PresidênciaFoto: Agência Brasil

O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, afirmou nesta segunda-feira (21) que não vai comentar a decisão da maioria dos membros da da Comissão de Ética da Presidência favorável à abertura de investigação contra ele e disse estar "tranquilo" sobre sua permanência no cargo.

A votação foi adiada após o pedido de vista de um dos conselheiros do órgão.

"Não vou comentar nada, estou tranquilo", afirmou o ministro à Folha ao chegar em seu gabinete, no quarto andar do Palácio do Planalto.

Geddel justificou sua ausência na primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, realizada na manhã desta segunda, com um atraso de seu voo que vinha de Salvador. Ele disse que iria ao almoço no Palácio da Alvorada, oferecido por Temer aos 96 conselheiros, mas antes passou na sala do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) para uma rápida conversa.

Segundo auxiliares de Temer, não há previsão de demitir o ministro, ao menos que as denúncias se agravem.

Ao ser informado da decisão da comissão pela reportagem, Geddel apenas sorriu.

Comissão de ética

Em reunião nesta segunda cinco dos sete membros do colegiado votaram pela instauração de um inquérito para avaliar a denúncia feita por Marcelo Calero, ex-ministro da Cultura, de que o ministro o teria pressionado a produzir um parecer técnico para favorecer seus interesses pessoais.

Calero disse, em entrevista à Folha de S.Paulo, que o articulador político do governo Temer o procurou pelo menos cinco vezes -por telefone e pessoalmente- para que o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), órgão subordinado à Cultura, aprovasse o projeto imobiliário La Vue Ladeira da Barra, nos arredores de uma área tombada em Salvador, base de Geddel.

Também à Folha, Geddel reconheceu que tratou com Calero sobre o projeto imobiliário, mas negou que o tenha pressionado a produzir um parecer técnico para liberar o empreendimento.

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