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Forçar renúncia imediata de Aécio do PSDB é 'golpe', diz Perillo

Ele defende que se mantenha a data prevista de maio de 2018 e que o presidente Aécio Neves (MG) permaneça à frente do partido nos próximos meses, mesmo que afastado

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02 AGO 2017Por Folhapress18h00
Marconi Perillo, cotado para presidir o PSDB, disse à reportagem que antecipar a convenção que elegeria nova Executiva para as próximas semanas seria um "golpe"Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O governador de Goiás, Marconi Perillo, cotado para presidir o PSDB, disse à reportagem que antecipar a convenção que elegeria nova Executiva para as próximas semanas seria um "golpe".

Perillo defende que se mantenha a data prevista de maio de 2018 e que o presidente Aécio Neves (MG) permaneça à frente do partido nos próximos meses, mesmo que afastado.

"Sou a favor de que o calendário seja cumprido", disse o governador goiano.

O presidente interino, senador Tasso Jereissati (CE), entretanto, pressiona o partido a elegê-lo definitivamente ao cargo e ameaça renunciar se o imbróglio se mantiver.

A denúncia contra o presidente Michel Temer, em votação nesta quarta-feira (2) na Câmara, evidenciou a divisão do PSDB entre os contrários ao desembarque, como Aécio, e os favoráveis, como Tasso e o líder da bancada tucana, deputado Ricardo Tripoli (SP).

Na versão dos favoráveis ao desembarque, Aécio e Tasso selaram acordo em que o mineiro reassume o partido e convoca reunião até o fim do mês para eleição da nova Executiva, com o cearense para presidente.

Aécio, porém, manifestou a interlocutores a intenção de permanecer na presidência do PSDB até dezembro, com apoio de governadores e senadores como o líder do partido, Paulo Bauer (SC).

Essa ala do PSDB defende que não se ataque Aécio internamente dando tempo para que ele apresente sua defesa contra acusações de que recebeu valores indevidos da JBS.

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