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Faço 'total defesa intransigente' da Lava Jato, diz Alckmin

O governador disse que "é preciso ter cuidado" com acusações de que ele teria recebido propina da Odebrecht

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29 NOV 2016Por Folhapress18h00
O governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que "é preciso ter cuidado" com acusações de que ele teria recebido propina da OdebrechtFoto: Divulgação

O governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que "é preciso ter cuidado" com acusações de que ele teria recebido propina da Odebrecht, uma vez que os episódios em que teria sido citado não o envolvem diretamente, argumentou.

"Quero deixar claro a total defesa intransigente de investigação e esclarecimento favorável à [Operação] Lava Jato", afirmou, nesta terça-feira (29), em evento da Frente Nacional de Prefeitos, em Campinas.
Segundo a revista "Veja", Alckmin aparece em planilhas de pagamento de propina da empreiteira com o apelido "santo".

O primeiro episódio em que ele supostamente aparece se refere à duplicação da rodovia Mogi-Dutra, inaugurada em 2002. Alckmin registrou que a obra foi feita pela Queiroz Galvão.

"A Odebrecht nem ganhou a licitação nem executou a obra", disse.

O segundo episódio se refere à construção da linha 4 - Amarela do Metrô, em 2004. O "santo" seria o beneficiário de um repasse de campanha de R$ 500 mil.

"2004 foi [ano de eleição] municipal, e eu nem candidato fui", afirmou. "Então, é preciso ter cuidado com essas questões."

A primeira passagem do tucano no governo paulista ocorreu entre 2001 a 2006 e a segunda, em curso, iniciou-se em 2011.

TEMER

Alckmin divergiu de escolhas políticas feitas pelo presidente Michel Temer e pediu agilidade na tramitação de reformas estruturantes.

O tucano disse que teria priorizado a reforma da Previdência, em detrimento da PEC do teto do gasto.

"A primeira votação, o governo ganha. Início de governo, ambiente político favorável. Então, dificilmente não aprovaria [a reforma da Previdência]", sustentou.

"O governo optou por mandar primeiro a PEC 241 e em seguida as outras reformas. Aí elas vão ficar todas para o ano que vem. Então,o esforço vai ter de ser redobrado, mas acredito que serão aprovadas", concluiu.

Passados o impeachment e as eleições municipais, o governador disse que "é hora de ganhar tempo".

"Claro que vivemos uma situação especial, pós-impeachment e uma crise econômica bastante severa.

Quanto mais rápido o governo agir no sentido das reformas estruturantes e, de um lado, reduzir despesa e, de outro, reduzir juros, [melhor]", afirmou.

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