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Controladores da JBS promoveram nova venda de ações da empresa em maio

As vendas ocorreram nos dias 16, 17, 22, 29, 30 e 31 de maio, por intermédio da corretora Bradesco

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12 JUN 2017Por Estadão Conteúdo00h30
Controladores da JBS promoveram nova venda de ações da empresa em maioFoto: Divulgação

À semelhança do que ocorreu em abril, os acionistas controladores da JBS - a FB Participações e o Banco Original - promoveram uma venda milionária de ações da companhia em maio. Desta vez, o montante foi de R$ 155,288 milhões, envolvendo cerca de 18,6 milhões de papéis. As vendas ocorreram nos dias 16, 17, 22, 29, 30 e 31 de maio, por intermédio da corretora Bradesco.

No dia 16, foram vendidas 984.900 ações, ao preço de R$ 10,11. Nesse pregão, o papel recuou 8,62%, a R$ 9,86.

No dia seguinte, os controladores se desfizeram de 3.635.000 ações, ao preço de R$ 9,66. A desvalorização ao fim do pregão foi de 3,65%, a R$ 9,75. Mais tarde, nesse mesmo dia, notícias sobre a delação de Joesley e Wesley Batista vieram à tona, depois que a bolsa de valores fechou.

Já em 22 de maio, foram vendidas 682.600 ações, à cotação de R$ 7,81. O declínio do papel nesse pregão foi de 31,34%, a R$ 5,98

Em 29 de maio, eles venderam 7.004.100 ações, ao preço de R$ 7,86. O papel encerrou a sessão com queda leve de 0,13%, a R$ 7,70. Em 30 de maio, foram vendidas 2.220.000 ações, à cotação de R$ 7,64. O papel caiu 3,90%, a R$ 7,4.

Por fim, em 31 de maio, os controladores se desfizeram de 4.109 100 ações, à cotação de R$ 8, sendo que o papel subiu 9,05%, a R$ 8,07.

Conforme antecipou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, em abril os acionistas controladores venderam R$ 328,5 milhões em ações da empresa.

Na última sexta-feira (9), a Polícia Federal deflagrou uma nova etapa das investigações que envolvem a JBS. O novo inquérito foi aberto por requisição do procurador-geral Rodrigo Janot. Os irmãos Joesley e Wesley Batista, principais acionistas do grupo, teriam auferido ganhos extraordinários no mercado de compra e venda de dólares e ações do grupo quando o teor das delações dos executivos estava na iminência de ser conhecido.

Procurada, a JBS informou que "todas as operações de compra e venda de moedas, ações e títulos realizadas pela J&F, suas subsidiárias e seus controladores seguem as leis que regulamentam tais transações".

 

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