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Câmara tem renovação de 42% e volta de mulheres ao legislativo

Nova legislatura terá nove novos representantes, sendo que dois disputaram eleição pela primeira vez

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17 OUT 2016Por Bruno Gutierrez10h34
Plenário Dr. Oswaldo de Rosis voltará a contar com a presença feminina entre os vereadores titulares. Legislatura atual foi a primeira sem mulheres desde as eleições de 1983Foto: Matheus Tagé/DL

A Câmara de Santos terá renovação de nove vereadores entre as 21 cadeiras para a legislatura 2017/2020. O número representa uma modificação de 42,85% em comparação à atual composição da Câmara. É a maior mudança desde as eleições de 2004, quando houve dez alterações no Legislativo.

O ano de 2017 marcará também o retorno das mulheres à Câmara santista. Durante a atual legislatura, apenas Fernanda Vannucci, à época pelo PPS, chegou a assumir a cadeira de suplente, em 4 de fevereiro de 2013. Ela permaneceu no lugar de Marcelo Del Bosco (PPS), que foi convidado para ser secretário de Defesa da Cidadania. Ela permaneceu na cadeira até 4 de abril de 2014. 

Nesta 31ª Legislatura estarão presentes a estreante Audrey Kleys (PP) e a veterana Telma de Souza (PT). Esta será a terceira passagem da petista pelo Legislativo santista. Apesar disso, ela nunca completou um mandato na Câmara. Eleita em 1983, Telma foi vereadora até 1987, quando foi eleita deputada estadual, sendo substituída no parlamento santista por Nize Gemma Lyra Rebelo de Souza. Já em 2008, a petista obteve votação recorde na época, com 20.631 votos. Mas, novamente, ela foi eleita deputada estadual, sendo substituída, a partir de fevereiro de 2011, por Reinaldo Martins.

Maior vencedor entre os cargos no Executivo da Baixada Santista, o PSDB também estabeleceu uma marca representativa no pleito para o Legislativo de Santos. A sigla elegeu nove representantes – o melhor desempenho de um partido na cidade, além de ajudar a eleger outros dois parlamentares do PMDB devido à coligação na eleição proporcional. 

Parte desse sucesso se deve ao vereador Kenny Mendes. O tucano estabeleceu um novo recorde ao obter 24.765 votos, um total de 10,98% do eleitorado. Sozinho, Kenny obteve mais votos que qualquer outra coligação. Além disso, seus votos corresponderam a 32% do total de 77.198 votos obtidos pela coligação PSDB/PMDB/PPL. Se compararmos com os votos do Executivo, o tucano só não terminou à frente do prefeito reeleito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).

Insistência

Alguns dos vereadores eleitos já vinham buscando um cargo no Legislativo desde outras eleições. Três deles disputam o pleito desde 2008. Eleito pelo PR, Lincoln Reis obteve 2.584 votos. Em 2012, filiado ao PDT, o candidato conquistou 1.845 votos. Já em 2008, com o nome Lincoln Show (PRP), ele terminou o pleito com 929 votos.

Quem também teve uma curva ascendente foi Augusto Duarte (PSDB), eleito com 2.329 votos. Em 2008, o tucano obteve 1.412 votos. Mas quem demonstrou a maior evolução desde esse período foi Fabiano da Farmácia (PR). Em 2008, ainda no PMN, o candidato angariou 1.268 votos. Em 2012, pelo PMDB, ele terminou a eleição com 2.595 votos. Já no pleito deste ano, ele foi o quarto mais votado, com 4.481 votos.

Já outros três candidatos tentaram, sem sucesso, a eleição em 2012, mas entraram em 2016. Bruno Orlandi (PSDB), passou de 2.127 votos em 2012, quando foi suplente, para 2.823 votos neste pleito. Fabrício Cardoso, que também foi suplente em 2012 pelo PSDB com 1.916, migrou para o PSB e foi eleito com 2.156 votos. Já Chico (PT) aproveitou a boa votação de Telma de Souza e foi eleito com 2.046 votos. Curiosamente, o petista foi um pouco pior que em 2012, quando não entrou, mas obteve 2.060 votos.

De primeira. Em 2012, quatro vereadores foram eleitos na primeira vez em que disputavam uma eleição: Cacá Teixeira (PSDB), Douglas Gonçalves (DEM), Evaldo Stanislau (à época no PT e atualmente na Rede) e Igor Martins de Melo (PSB). Em 2016, esse número caiu pela metade, tendo sido eleitos Audrey Kleys (PP), com 4.375 votos e Rui de Rosis (PMDB), com 4.378.

Rui dá sequência à “dinastia De Rosis” na Câmara de Santos. Seu pai, Oswaldo Carvalho de Rosis, dá nome ao plenário da Câmara de Santos. Ele teve quatro mandatos e foi presidente da Casa em duas oportunidades (1977/1978 e 1981/1982). Já o irmão, Marcus de Rosis, faleceu em 8 de agosto de 2015, quando exercia o sexto mandato no Legislativo santista e exercia a presidência da Casa pela quarta vez, tendo sido presidente em 1995/1996, 2007/2008 e 2009/2010.

Não eleitos

Dos nove vereadores que não se reelegeram, três concorreram a um cargo no Executivo. Marcelo Del Bosco foi candidato a prefeito, já Evaldo Stanislau e Sandoval Soares, vice. Já José Lascane (PSDB) não colocou o nome à disposição do partido para a eleição. Outros cinco vereadores não obtiveram os votos necessários. São eles: Jorge Vieira da Silva Filho, o Carabina (PSDB), Geonísio Aguiar, o Boquinha (PSDB), Murilo Barletta (PR), Igor Martins de Melo (PSB) e Douglas Gonçalves (DEM).

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