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A senadores, Alckmin demonstra preocupação com candidaturas de centro

Os votos do eleitorado de centro-direita podem ser disputados por ele com nomes como o senador Álvaro Dias (Pode-PR) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

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14 MAR 2018Por Folhapress00h30
Geraldo Alckmin demonstrou preocupação com a pulverização de candidaturas de centroFoto: Divulgação/Fotos Públicas

Em conversa com senadores tucanos, o governador Geraldo Alckmin (SP), pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, demonstrou preocupação com a pulverização de candidaturas de centro.

Os votos do eleitorado de centro-direita podem ser disputados por ele com nomes como o senador Álvaro Dias (Pode-PR), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ou um candidato do governo. O MDB ainda estuda se o presidente Michel Temer disputará a reeleição ou se a legenda lançará um outro nome para concorrer ao cargo e defender o legado governista.

No encontro, o governador paulista apresentou o cenário nacional de alianças e apenas a parceria com o PPS foi dada como certa. O PSDB busca ainda firmar acordo com um antigo aliado, o DEM, a quem pretende oferecer o cargo de vice.

Esse cenário é dificultado pelo fato de o Democratas ter lançado na semana passada o nome de Maia como pré-candidato. Contudo, tucanos ainda veem com desconfiança a disputa de Maia ao Palácio do Planalto. Uma possibilidade é que ele desista de concorrer ao cargo e tente reeleição à Câmara.

Outras legendas são cobiçadas pelo PSDB como PP e PR. Já o MDB é visto como caso perdido pela maioria, que dá como certa a candidatura de Temer à reeleição. Na avaliação dos presentes, o emedebista não tem nada a perder ao se lançar e a corrida eleitoral daria ainda uma sobrevida ao seu governo, enfraquecido por baixa taxa de popularidade e denúncias de corrupção.

De acordo com participantes do encontro, o governador evitou concordar com a leitura sobre eventual candidatura de Temer.

Presidente nacional do PSDB, Alckmin tem afirmado que as alianças só devem ser decididas em julho ou agosto, período das convenções partidárias. Ele deixa o governo paulista em 7 de abril, quando deve se mudar para Brasília e se dedicar integralmente à candidatura.

Nos próximos dias, ele se reúne com o presidente nacional do DEM, ACM Neto, para tratar de alianças. Neto estuda deixar a Prefeitura de Salvador para disputar o governo da Bahia ou se lançar vice na chapa com Alckmin.

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