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Polícia pede prisão preventiva de 40 advogados suspeitos de ligação com PCC

Eles foram presos em 20 cidades paulistas durante a Operação Ethos realizada no fim de novembro

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01 DEZ 2016Por Da Reportagem19h53
O advogado Marcello Fernandes Marques, preso em Santos, no dia 20 de novembro, sendo levado para Presidente VenceslauFoto: Matheus Tagé/DL

Com informações de Estadão Conteúdo

A prisão preventiva de 40 advogados suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) foi solicitada à Justiça nesta quinta-feira (1º) pela Polícia Civil. Advogados recebiam salários de até R$ 100 mil da organização.

Além da preventiva, a polícia também pediu o aumento das penas de 14 detentos, que teriam coordenado o esquema de corrupção.

Os advogados foram presos em 20 cidades paulistas durante a Operação Ethos realizada no fim de novembro. Cinco estão foragidos.

Entre os presos estão dois advogados da Baixada Santista. São eles Marcello Fernandes Marques, de 36 anos, e Artur Luiz Teixeira, de 33, respectivamente detidos em Santos e São Vicente.

Os escritórios de ambos, nos dois municípios, foram vistoriados com respaldo de mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz Gabriel Medeiros, da 1ª Vara Judicial de Presidente Venceslau.

No escritório de Marques, na Avenida Senador Feijó, na Encruzilhada, os investigadores apreenderam cartas de presos, um computador, dois CDs e dois celulares. Noapartamento dele, no Boqueirão, seis celulares, dois pendrives e um laptop foram recolhidos.

Na relação de apreensões na casa e no escritório de Teixeira estão a apreensão de diversos CDs e disquetes, uma máquina de cartão, três laptops, dois pendrives, um HD externo, agenda e dois celulares.

"Os (40) advogados eram verdadeiros 'funcionários' do PCC e recebiam altos salários, que chegavam a até R$ 100 mil", diz Everson Aparecido Contelli, de 41 anos, delegado titular da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Venceslau, um dos responsáveis pelas investigações que duraram um ano e meio.

"O advogado ganhava em média R$ 9 mil por mês e alguns recebiam R$ 20 mil, R$ 30 mil e até R$ 100 mil", afirmou o policial. Ele esclarece que o valor maior de R$ 100 mil destinava-se, principalmente, ao pagamento de despesas médicas dos membros da organização.

No inquérito de 41 volumes, cada um com 200 páginas, os advogados e os 14 presidiários são acusados de vários delitos, como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e organização criminosa.

Marcola

Um dos presidiários é Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC. Ele é apontado como um dos coordenadores do esquema de corrupção. "A pena dele pode ser aumentada e agravada, mesmo já estando preso", completou o delegado.

Prisão temporária

A prisão temporária dos suspeitos termina neste fim de semana. Os advogados estão presos na P1 de Presidente Venceslau. Duas advogadas foram levadas para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista.

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