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Julgamento de acusado de matar Ricardo Joaquim é adiado novamente

Defesa do policial militar Anderson Willians da Silva decidiu abandonar o plenário, no Fórum da Barra Funda, após ter dois requerimentos indeferidos.

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17 ABR 2017Por Gilmar Alves Jr.18h18
Ex-secretário de Governo de Guarujá, Ricardo Joaquim foi executado com três tiros em março de 2012Foto: Árquivo/DL

Enviado a São Paulo 

O julgamento popular do policial militar Anderson Willians da Silva, acusado de matar o ex-secretário de Governo de Guarujá, Ricardo Joaquim, foi novamente adiado. A sessão, no Fórum da Barra Funda, em São Paulo, chegou a ser iniciada às 15h55 desta segunda-feira (17), mas foi interrompida pouco depois das 16h após o advogado do réu, Alex Sandro Ochsendorf, decidir abandonar o plenário após ter dois requerimentos indeferidos pela juíza Marcela Raia de Sant'anna.

A nova data deve ser marcada entre os meses de junho ou julho, segundo informou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Um dos requerimentos negados foi sobre busca imediata, com o júri em andamento, das munições da pistola de calibre .45 que desapareceram, fato até então desconhecido nos autos, segundo o Ochsendorf. O segundo requerimento foi a inclusão das bilhetagens de Estações de Rádio Base (ERBs) de telefonia celular relacionadas ao cliente para serem usadas em plenário, mas houve discordância do Ministério Público Estadual (MPE) devido a prazo.

Ochsendorf disse que o perito contratado Domingos Tochetto "teria a necessidade de mexer com todos esses materiais (projéteis e arma) na frente dos jurados". Somente um dos projéteis apreendidos na cena do crime foi enviado ao Fórum da Barra Funda e está deformado, segundo o advogado. O mistério sobre o paradeiro da arma permanece.

"É impossível realizar um julgamento com tamanha falta de informação (sobre as munições e a arma), que vai gerar uma dúvida que seja prejudicial", sustenta Ochsendorf.

O promotor do MPE Fabio Perez Fernandez afirmou após o adiamento que mais uma vez ocorreu uma estratégia de defesa de querer "fugir do julgamento".

"A defesa juntou um calhamaço de aproximadamente mil folhas (bilhetagens) sem respeitar o prazo legal de três dias úteis de antecedência. A acusação só teve ciência nesse exato momento", afirmou Fernandez.

Ochsendorf diz que a prova das bilhetagens não é nova e está no processo desde 2012. Ele afirmou que só apresentou cópias porque elas não tinham chegado no Fórum da Barra Funda.

O crime

Segundo a denúncia do MPE, Silva cometeu o delito com cobertura do ex-PM George de Almeida. O crime ocorreu durante uma reunião política em Vicente de Carvalho e, segundo a denúncia, foi cometido a mando dos empresários Felício Bragante e Edis Vedovatti. O ex-PM, que responde preso, e os empresários, soltos, ainda não foram julgados e também negam o crime.

Conforme a denúncia, os empresários ordenaram a morte após o ex-secretário descumprir um “acordo” para extinguir ou reduzir débitos de IPTU de uma extensa área no Jardim Virgínia.

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