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Após reportagem do DL, DDM deflagra operação contra exploração da prostituição

Cinco locais foram vistoriados com respaldo de mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Criminal de Santos

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11 JUL 2017Por Gilmar Alves Jr.09h00
Policiais da DDM de Santos realizaram a operação nos dias 30 de junho e 3 de julhoFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Com o objetivo de combater a exploração da prostituição em Santos, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco locais suspeitos. Situados nos bairros Vila Mathias, Ponta da Praia e Marapé, três endereços foram vistoriados no dia 30 de junho e os demais no último dia 3. Em nenhum dos locais houve flagrante e cinco inquéritos irão apurar eventuais crimes. A operação foi divulgada com exclusividade ao Diário do Litoral. 

Reportagem do Diário do Litoral publicada em 18 de junho, sobre casas de prostituição espalhadas em bairros residenciais de Santos, motivou as investigações da DDM, que correm de modo paralelo às apurações da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, que fechou duas casas de prostituição entre os dias 28 de junho e 4 de julho.

A delegada Fernanda dos Santos Sousa, titular da DDM, afirma que foi verificado um aumento do número de casas de prostituição no município. “Pelo tamanho da cidade, é um número maior do que a gente imaginava.”

Fernanda diz que esse tipo de atividade incomoda moradores vizinhos e causa preocupação “porque geralmente não vem sozinha, vem acompanhada de tráfico de drogas”.

Além da delegada, participaram da operação os policiais Rodrigo Lima (investigador-chefe) e Marcos Roberto Neves.

A delegada Fernanda dos Santos Sousa, titular da DDM, comandou a operação e frisa que as investigações vão prosseguir (Foto: Gilmar Alves Jr./DL)

Os locais

Um dos mandados de busca e apreensão cumpridos no dia 30 foi na Rua Saturnino de Brito, no Marapé. Duas mulheres estavam no local, às 15h30, e disseram aos policiais que faziam programas. Elas declararam que participavam da administração do local, com rateio das despesas no final de cada mês, e negaram que há uma pessoa que explora a prostituição no local, o que prosseguirá sendo investigado.

Na mesma tarde, por volta das 15h, os policiais da DDM vistoriaram um endereço na Rua Joaquim Távora, também no Marapé, onde funciona uma casa de massagens com alvará de funcionamento. Uma mulher de 35 anos, responsável pelo local, e duas mulheres que disseram ser massagistas negaram a existência de programas sexuais no imóvel.

Ainda no dia 30, na Praça Belmiro Ribeiro, na Vila Mathias, um homem foi abordado pelos investigadores no endereço suspeito, por volta das 16h, e disse que apenas estava fazendo a limpeza a pedido de um tio. Foram apreendidos preservativos, lingeries, dois cadernos com a contabilidade da casa e comandas de consumo.

No dia 3, na Rua Guaibê, na Aparecida, foi realizada diligência em um endereço onde funciona um restaurante, às 15h30. Está sendo apurado se há eventual aliciamento de mulheres para tripulantes de navios. Uma mulher de 50 anos, que é casada com o dono do estabelecimento, está sendo averiguada. No local não há quartos. Foi feita a apreensão de cinco preservativos, um laptop e um pen drive.

A última diligência da operação, às 16h30 do dia 3, ocorreu em um imóvel na Rua Campos Mello, na Vila Mathias. Moradora do local e responsável por um bar nos fundos, uma mulher de 68 anos disse que alugava três quartos e afirmou desconhecer prostituição no local. Uma máquina de cartões foi apreendida pelos policiais.

As cinco diligências contaram com perícia do Instituto de Criminalística (IC). A pedido da DDM, os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Santos.

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