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Acusado por homicídio em posto em 2008 é condenado a 12 anos

Tempo de pena para Fabrício Moderno Lima Gonçalves é o mesmo da sentença aplicada em 2015 a Christian Pardal Araújo Dias, autor dos disparos

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25 NOV 2016Por Gilmar Alves Jr.20h56
O julgamento foi realizado nesta sexta-feira (25) no Fórum de SantosFoto: Matheus Tagé/DL

O Tribunal do Júri condenou na tarde desta sexta-feira (25) Fabrício Moderno Lima Gonçalves a 12 anos de prisão por participação no assassinato do músico Luiz Francisco dos Santos Isidoro. O crime ocorreu em 19 de julho de 2008 em um posto de combustíveis na esquina da Avenida Senador Pinheiro Machado com a Rua Carlos Gomes, no Campo Grande, em Santos. Gonçalves poderá recorrer em liberdade da decisão e deixou o Fórum de Santos pela porta da frente.

O tempo de pena para Fabrício Moderno Lima Gonçalves é o mesmo da sentença aplicada em 17 de março de 2015 a Christian Pardal Araújo Dias, autor dos disparos que mataram o músico.

O Conselho de Sentença, formado por cinco mulheres e dois homens, entendeu nesta sexta-feira que Fabrício concorreu para o assassinato ao levar com Pardal a pistola de calibre 7.65 para a cena do crime e apontá-la engatilhada para o músico. Pardal tomou a arma logo depois e realizou os disparos, que atingiram o coração e o braço esquerdo da vítima.

Uma discussão entre a vítima e os acusados, que estavam em um grupo, pouco antes no mesmo estabelecimento, resultou no homicídio.

A tese acolhida pelos jurados, sustentada pelo promotor Cássio Serra Sartori, foi a de que Fabrício participou de homicídio qualificado por motivo fútil. A assistência da acusação foi feita pelo advogado William Cláudio de Oliveira.

Defensor do réu, Eugênio Malavasi pleiteou a absolvição ou a participação do cliente nos crimes de ameaça e porte de arma. Os debates tiveram réplica e tréplica. Duas testemunhas depusaram na sessão, que foi iniciada por volta das 9h e terminou pouco antes das 17h, quando a sentença foi lida pelo juiz Edmundo Lellis Filho, da Vara do Júri de Santos.

Recurso

Malavasi interpôs recurso e afirmou, após a sessão, que a decisão dos jurados foi manifestamente contrária à prova dos autos.

“A própria testemunha de acusação revela que se ele (Gonçalves) quisesse atirar ele teria atirado e não atirou”, afirma o defensor.

‘Não podia ficar impune’, diz mãe de músico

Ao deixar o plenário do júri, no final da tarde desta sexta, a aposentada Maria Inês dos Santos Isidoro, de 61 anos, mãe do músico assassinado, elogiou a atuação do promotor Cássio Sartori e avaliou a pena como justa.

“Ele (Sartori) colocou as palavras certas. Foi muito didático, explicativo e convenceu o júri”, afirmou.

Para Maria Inês, a atitude de Gonçalves de apontar a pistola segundo antes do crime foi decisiva para o desfecho do crime.

“Isso não podia ficar impune. Demorou oito anos para que isso acontecesse e acho que Deus está sendo justo com a gente”, afirmou.

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