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Recicláveis rendem até R$ 700 por cooperado em Praia Grande

Coopervida trabalha com material recolhido pela prefeitura; meta é ampliar o serviço

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14 JUN 2017Por Daniela Origuela08h00
A cooperativa recebeu, de janeiro a abril deste ano 119.650 kg de lixo reciclável oriundo dos ecopontos e 324.760 kg recolhidos pelo serviço de coleta seletivaFoto: Matheus Tagé/DL

O trabalho na Cooperativa de Coletores e Recicladores de Materiais Inorgânicos Nova Vida (Coopervida) de Praia Grande, que fica na área do antigo lixão da Vila Sônia, tem início às 7 horas. Trinta e cinco cooperados se revezam na triagem dos recicláveis. Os materiais são recolhidos pela prefeitura, por meio dos ecopontos e do serviço de coleta seletiva, e repassados ao grupo de ex-catadores, que ganham em média R$ 700,00.

“A prefeitura recolhe o material e envia para fazermos a triagem. O dinheiro da venda é dividido entre os 35 cooperados. Quanto mais material, maior a produção e a renda da cooperativa. Por isso a gente sempre fala da importância de separar o lixo e reciclar”, afirmou Vanessa de Jesus Oliveira Silva, presidente da Coopervida. A renda mensal dos cooperados varia, atualmente, em R$ 700,00 mensais.

Vanessa é ex-catadora do lixão da Vila Sônia, hoje desativado. Recolhia materiais recicláveis em meio ao lixo doméstico ao lado de familiares. “Comecei ainda pequena. Minha família era muito humilde. Foi com o dinheiro de lá que a minha mãe criou a gente (ela e os irmãos). A minha mãe também participou da cooperativa e foi presidente. Hoje ela não vive mais do lixo. Arrumou um emprego ‘lá fora’”, afirmou.

A presidente da cooperativa destacou que o incentivo da prefeitura é fundamental para os trabalhos. “Há um acompanhamento da prefeitura. As famílias são atendidas pela assistência social. Todos que estão aqui sairão do transbordo. A nossa ideia é trazer todos que estão lá. A gente sempre convida”.

O convite citado por Vanessa é feito com a abertura de novas vagas na cooperativa. Mas há dificuldade em convencer esses trabalhadores a migrar. “O que eles conseguem no transbordo acaba sendo mais que aqui, porque é diário. Mas as condições lá são ruins”, afirmou a presidente.

Em entrevista recente, o secretário de Serviços Urbanos, Katsu Yonamine, ressaltou a Administração Municipal tem como principal desafio eliminar o impacto social do transbordo.  “Com a crise econômica, ¬aumentou o número de pessoas que buscam material no transbordo. Eles são convidados a ¬ingressar na Copervida, mas preferem ficar naquelas condições insalubres porque o que conseguem catar no dia é mais alto que lá. A ideia é com o novo transbordo eliminar essa situação e com o aumento da coleta seletiva dar mais ¬oportunidade a essas pessoas”, ressaltou.

 

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