Sócios-proprietários da Boate Kiss tem prisão preventiva decretada

Os quatro suspeitos de envolvimento no incêndio da boate são investigados pela Polícia Civil pela morte de 239 pessoas

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01 MAR 201319h41

A Justiça gaúcha decretou hoje (1º) a prisão preventiva dos quatro suspeitos de envolvimento no incêndio da Boate Kiss. Os sócios-proprietários do estabelecimento, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão, são investigados pela Polícia Civil pela morte de 239 pessoas no dia 27 de janeiro.

Ao analisar o pedido, o Juiz da 1ª Vara Criminal de Santa Maria, Ulysses Louzada, ressaltou que o acontecimento gerou comoção mundial e motivou uma série de mudanças quanto à estrutura de casas noturnas e locais de concentração de pessoas no país. Para Louzada, há seguros elementos da existência de crime.

Com a decisão de Louzada, foi revogado a prisão temporária dos envolvidos. Dessa forma, não há mais prazo constitucional para que os quatro suspeitos deixem a prisão. A medida também dá à Polícia Civil mais dez dias para conclusão do inquérito sobre o incêndio.

A boate pegou fogo no dia 27 de janeiro (Foto: Agência Brasil)

O advogado Jader Marques, que representa Elissandro Spohr, disse que a defesa, até o momento, não obteve acesso à íntegra da decisão. Sobre um possível perdido de habeas corpus para o seu cliente, Marques declarou que ainda vai analisar o assunto. “Ainda vamos decidir, mas acredito que não vamos pedir [o habeas corpus]. Desde o início, a maior intenção é colaborar com as investigações”, disse.

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