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Homossexual sofre agressão em Pinheiros

André Baliera diz que não esconde a sua sexualidade e nunca achou que isso fosse um problema para levar a vida normalmente

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05 DEZ 201215h04

O estudante de direito, André Cardoso Gomes Baliera, de 27 anos, foi agredido nesta segunda-feira (3), por volta das 19h, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

André voltava de uma farmácia a pé, quando passou a ser xingado por dois homens que estavam em um carro parado no semáforo. Depois que o estudante revidou os insultos, o empresário Bruno Portieri, de 25, saiu do carro. Assustado, André fez menção de que ia pegar uma pedra, e o personal trainer Diego Mosca, de 29 anos, também saiu do carro e ambos lhe deram chutes e socos.
 
Policiais Militares em ronda pela região detiveram os agressores e os levaram ao 91º DP, onde foram autuados em flagrante por tentativa de homicídio. Baliera sofreu um corte na cabeça, ficou com hematomas, foi levado a um hospital e liberado em seguida.
 
Na delegacia, Bruno e Diego negaram homofobia e disseram que a briga surgiu de uma discussão de trânsito. "Ele apanhou, apanhou de besta. Se tivesse seguido o caminho dele não teria apanhado", disse Bruno Portieri ao deixar a delegacia, em imagens registradas por uma emissora de televisão. Testemunhas, porém, disseram à imprensa que a agressão foi causada por homofobia.
 
"Sim, já fui agredido outras vezes. Não escondo minha sexualidade e nunca achei que isso fosse um problema para levar minha vida normalmente. Essas condutas são reiteradas sempre, mas nunca foi nesse nível. Exatamente por isso que não consigo me conformar de que minha obrigação quanto gay é ouvir ofensas e seguir meu caminho." desabafa André.
 
'Ele começou a me bater feito um animal', diz André Baliera, vítima de agressão em Pinheiros (Foto: Reprodução)

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