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Delegacias da Baixada já investigavam irregularidades em CNHs

A informação é da Delegacia Geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo

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13 FEV 201315h43

As suspeitas de fraudes em Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) já eram investigadas pelas delegacias de polícia da Baixada Santista e Vale do Ribeira sob jurisdição do Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6 (Deinter-6), antes do anúncio da Operação Carta Branca, no último dia 2.

A informação é da Delegacia Geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo. A instauração dos inquéritos foi determinada pela Delegacia Geral de Polícia, a partir de relatório da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) protocolado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Detran), no dia 4 de março. O relatório indicava possíveis irregularidades na coleta da biometria digital, de futuros condutores.

Além do Deinter-6, a suposta venda de carteiras de motorista está sendo investigada também nas delegacias subordinadas ao Demacro que abrange mais 31 cidades do interior paulista. 

Em janeiro, a Corregedoria do Detran bloqueou 30 mil cadastros de condutores visando apurar, no âmbito administrativo, possíveis irregularidades. Em fevereiro, a PRODESP, em razão de requerimento subscrito pela Diretoria do Detran, encaminhou relatório solicitado que apontava irregularidades na coleta de biometria digital.

Na Baixada, as investigações ocorrem em todas as cidades. Já no Vale do Ribeira, os inquéritos foram abertos nas delegacias de Juquiá, Registro, Miracatu, Iguape e Jacupiranga.

Carta Branca

A operação Carta Branca já prendeu 19 pessoas, entre elas o corregedor do Detran, Francisco Norberto Rocha de Moraes, e outros dois delegados acusados de realizar uma investigação nas Ciretrans e pedir propina em vez de instaurar inquérito. A suspeita sobre Moraes surgiu devido à morosidade nas apurações das irregularidades.

O Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial Regional de Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) de Guarulhos, deverá oferecer a denúncia à Justiça ainda hoje.

Segundo o MP, a quadrilha movimentou cerca de R$ 1,3 milhão nos últimos dois anos com a ‘máfia das CNHs’. As carteiras eram feitas em Ferraz de Vasconcelos e distribuídas para todo o país.

Ciretrans

Os delegados das Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) de Santos, São Vicente, Itanhaém e Bertioga foram afastados de seus cargos na última sexta-feira e remanejados para outras funções. Essas unidades passarão por correição extraordinária — auditoria da Corregedoria do Detran — afim de se identificar novas fraudes. As Ciretrans de Guarujá, Praia Grande e Cubatão também serão fiscalizadas.

Presos

Também foram presos o delegado de polícia Juarez Pereira Campos, que comandava a Ciretran de Ferraz de Vasconcelos, sua mulher, Ana Lúcia Máximo Campos, dona de duas auto-escolas na cidade, e o policial civil Aparecido da Silva Santos, que trabalhava na mesma Ciretran.

Médicos, psicólogos, despachantes, donos e funcionários de auto-escolas também foram presos. As quadrilhas estão todas na Grande São Paulo e na Baixada Santistas — mesmas regiões onde 14 delegados foram afastados por envolvimento no esquema.

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