Prorrogada campanha de vacinação contra febre amarela no Estado de São Paulo

Novo prazo vai até o dia 2 de março e Secretaria de Estado da Saúde estima que 5,8 milhões de pessoas ainda deverão comparecer aos postos

19 FEV 2018 • 14h56
A região com menor cobertura vacinal ainda é a Baixada Santista, com 23,1% - Rovena Rosa/Agência Brasil

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo decidiu prorrogar até o dia 2 de março a campanha de vacinação contra febre amarela, com a finalidade de ampliar a cobertura vacinal. Cerca de 5,8 milhões de pessoas ainda deverão comparecer aos postos nas próximas duas semanas.

A campanha começou em 25 de janeiro e visa imunizar 9,2 milhões de pessoas ainda não vacinadas, em 54 cidades. Segundo balanço preliminar do último sábado (17), o segundo ‘Dia D’ da campanha, feito pela pasta com base nos dados informados pelos municípios, 3.423.748 pessoas foram vacinadas desde o dia 25.

Desse total, 3.287.621 paulistas receberam a dose fracionada, que representa 96% do público imunizado. Outras 136.127 pessoas receberam a dose padrão, destinada a grupos específicos (mais informações abaixo).

Os 53 municípios e distritos da cidade de São Paulo foram definidos por critérios epidemiológicos após análises técnicas e de campo feitas pelo CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica/Divisão de Zoonoses) e Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) em locais de concentração de mata.

A região com menor cobertura vacinal ainda é a Baixada Santista, com 23,1%. No Vale e Litoral, a cobertura é de 33,1%. O Grande ABC tem 36% e a capital atingiu 46,2%, imunizando mais de 1,5 milhões dos 3,3 milhões de moradores dos distritos definidos na campanha.

“Decidimos prorrogar a campanha para garantir que todas as pessoas que precisam sejam vacinadas contra a febre amarela. A imunização é a principal forma de proteger a população contra a doença”, afirma a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.

A campanha está sendo realizada com dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim 0,1 mL da vacina.

Estudos evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As carteiras de vacinação terão um selo especial para informar que a dose aplicada foi a fracionada.

Cerca de 6,9 milhões de doses da vacina fracionada serão disponibilizadas para as pessoas ainda não imunizadas que residem nos locais definidos pela campanha. A ação também prevê a oferta de 2,3 milhões de doses padrão, que serão disponibilizadas para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina e grávidas residentes em áreas de risco.

Deverão consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.

Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

Desde o início de 2016 a Secretaria intensificou as ações de enfrentamento da febre amarela no Estado, por meio de monitoramento dos corredores ecológicos, vigilância epidemiológica e vacinação.

Somente em 2017 foram imunizadas no Estado 7 milhões de pessoas, o que representa praticamente o dobro do número de doses aplicadas nos dez anos anteriores. As áreas com indicação da vacina foram gradativamente ampliadas, a partir do monitoramento dos corredores ecológicos, abrangendo atualmente 575 dos 645 municípios paulistas.