Soja transgênica vai virar gel contra o HIV

A pesquisa foi publicada agora pela revista Science e comprova que as sementes de soja geneticamente modificadas constituem a biofábrica mais eficiente para produção da proteína cianovirina.

18 FEV 2018 • 17h07
Os pesquisadores também estão desenvolvendo uma soja que produzirá o hormônio do crescimento - Divulgação/Governo Federal

Uma variedade de soja transgênica poderá se transformar em importante aliada no combate à aids. Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) conseguiram extrair da leguminosa uma proteína capaz de impedir a multiplicação do vírus HIV no corpo humano. A descoberta foi feita em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e a Universidade de Londres. 

A pesquisa foi publicada agora pela revista Science e comprova que as sementes de soja geneticamente modificadas constituem a biofábrica mais eficiente para produção da proteína cianovirina. Assim, a leguminosa passa a ser uma opção barata e viável para obtenção em larga escala da proteína, que também pode ser retirada de algas marinhas, a um custo maior.

Desenvolvida desde 2005, a pesquisa para obtenção da cianovirina visa a produção de um gel com propriedades viricidas para que as mulheres apliquem na vagina antes do relacionamento sexual. 

Porém, os pesquisadores ressaltam que o gel não é uma vacina contra a aids e nem um substituto ao preservativo, mas um coadjuvante importante na prevenção à doença, especialmente na África onde a camisinha não é bem aceita pelos homens.

Os biofármacos, ou medicamentos biológicos, são obtidos a partir do uso de microrganismos ou células modificadas geneticamente. A técnica consiste em inserir genes de interesse farmacológico em plantas que possam assimilar suas propriedades. Os biofármacos chegam ao consumidor com menor custo e valorizam ainda mais o agronegócio brasileiro ao agregar valor às plantas.

Os pesquisadores também estão desenvolvendo uma soja que produzirá o hormônio do crescimento, utilizado por pessoas com déficit de altura, e ainda trabalham com o isolamento de genes de aranhas brasileiras a fim de desenvolver fibras sintéticas flexíveis e resistentes, como as da teia.

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