Atletas amadores mais uma vez deram o tom descontraído à São Silvestre

Em sua 93ª edição, a Corrida Internacional de São Silvestre reuniu mais de 30 mil corredores inscritos, segundo os organizadores

31 DEZ 2017 • 16h28
Corredores anônimos mais uma vez se destacam não pela performance esportiva, mas pela determinação em completar a prova de 15 quilômetros e pela alegria e descontração com que participaram da corrida, muitos fantasiados - Rovena Rosa/Agência Brasil

A região da Avenida Paulista foi tomada na manhã de hoje (31) pelos milhares de atletas e amantes da corrida de rua mais tradicional do país. Em sua 93ª edição, a Corrida Internacional de São Silvestre reuniu mais de 30 mil corredores inscritos, segundo os organizadores.

Além dos atletas de elite, a competição atraiu, principalmente, corredores anônimos que mais uma vez se destacam não pela performance esportiva, mas pela determinação em completar a prova de 15 quilômetros e pela alegria e descontração com que participaram da corrida, muitos fantasiados.

Um deles é o motorista aposentado Ubiratan José de Oliveira, de 61 anos. Ele corre na São Silvestre há 23 anos e diz que sempre conseguiu completar a prova. “Eu corro pela saúde, e a corrida é um esporte muito bom para fazer, pratico pelo menos quatro vezes por semana”.

A aposentada Eni Griss, de 66 anos, participa da corrida há quatro anos e esta é a sua terceira vez na São Silvestre, mas compete em todas as corridas que pode. “Hoje eu venho buscar a minha medalha número 177”. Ela disse que, com a aposentadoria, começou a correr e não parou mais.

“Eu me aposentei, estava em casa, os filhos casaram, comecei a correr e viciei”, Ela trouxe a amiga Carmelita Piccoli, de 54 anos, para correr pela primeira vez. “Corro há oito anos, mas, na São Silvestre, sou iniciante e minha expectativa é a melhor possível, vim correr por ela [a amiga Eni], diz a cabeleireira. “Estou com um problema sério de saúde e vim buscar minha cura aqui”, diz Eni.

A corrida também é famosa por atrair corredores de todo o país. A aposentada Carmem Lúcia Severino Lopes, de 58 anos, veio de Feira Nova, Pernambuco, para participar da sua 12ª São Silvestre. “A gente corre o ano inteiro e no final do ano temos que fechar com chave de ouro, e a São Silvestre é isso, diversão, alegria.

A gente encontra pessoas de quase todos os países, de todos os estados, é uma verdadeira festa”. Carmem estava caracterizada de dançarina de frevo. A amiga, Maria Aparecida de Souza, correu vestida como Maria Bonita, companheira de Lampião. Profissional de educação física, Maria Aparecida participou pela primeira vez Da São Silvestre. “Como trabalho em grupos de corrida me incentivaram, e vim para ter essa experiência”.

Trajeto

O percurso deste ano sofreu ajustes para aumentar a área de dispersão. A primeira mudança foi na largada da prova, que este ano foi próxima à Rua Frei Caneca, mais a frente do local do ano passado. A outra foi no centro, na região do Largo o Arouche. Saíram do percurso as ruas Sete de Abril e Dr. Bráulio Gomes. A dispersão foi a partir da Rua Joaquim Eugênio de Lima até a Alameda Casa Branca. Todas as áreas foram restritas a corredores oficialmente inscritos e usuários locais.