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Presidente de Israel condena voto do Brasil em órgão da ONU

O Brasil foi um dos 22 países que votaram a favor da resolução do braço da ONU para Educação e Ciência

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16 JUN 2017Por Folhapress00h30
O presidente de Israel, Reuven Rivlin, condenou voto do Brasil em órgão da ONUFoto: Associated Press

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, reclamou nesta quinta-feira (15) diretamente ao novo embaixador brasileiro, Paulo Cesar Meira de Vasconcellos, do voto do Brasil na Unesco a favor de resolução que nega a soberania israelense sobre qualquer parte de Jerusalém.

O voto foi dado no dia 2 de maio a partir de documento apresentada por países árabes. Israel é tratado no texto como "poder ocupante" em Jerusalém e que, portanto, não teria nenhum laço histórico ou legal com qualquer parte da cidade.

Israel considera Jerusalém sua capital, una e indivisível, mas os palestinos reivindicam a parte oriental como a capital de seu eventual futuro Estado.

O Brasil foi um dos 22 países que votaram a favor da resolução do braço da ONU para Educação e Ciência. Houve 23 abstenções, 10 votos contra e três ausências.

Rivlin aproveitou a cerimônia de entrega de credenciais de quatro novos embaixadores, entre eles o do Brasil, para fazer a crítica, o que revela o grau de irritação do governo israelense. Esse tipo de ato em geral serve para platitudes a respeito das boas relações entre os países nele representados.

O presidente começou de fato a seguir a rotina, ao dizer que as relações entre Israel e o Brasil "são muito importantes" e ao acrescentar que elas estão sendo ampliadas.

Mas não deixou de cobrar uma mudança no voto brasileiro: "Não há um só brasileiro que não saiba da conexão entre o povo judeu e Jerusalém. Nem mesmo a Unesco pode mudar isso. A decisão deveria ser esquecida, deveria realmente ser modificada e eu peço que o governo brasileiro reconsidere seu voto".

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