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'Não sou racista', diz Trump após polêmica envolvendo imigrantes

O presidente também disse que está 'pronto e disposto' a alcançar um acordo para proteger da deportação imigrantes ilegais levados aos Estados Unidos quando crianças

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15 JAN 2018Por Folhapress14h31
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (14) que não é racistaFoto: Associated Press

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (14) que não é racista, em reposta a relatos de que teria descrito imigrantes do Haiti e de nações africanas como oriundos de "países de merda".

"Eu não sou um racista", afirmou o presidente na noite de domingo, ao chegar ao Trump International Golf Club na Flórida. "Eu sou a pessoa menos racista que você já entrevistou na vida, isso eu posso te dizer."

Trump jantou com o deputado da Califórnia Kevin McCarthy, líder dos republicanos na Câmara e um dos participantes da reunião na semana passada em que o presidente teria feito o comentário.

O presidente também disse que está "pronto e disposto" a alcançar um acordo para proteger da deportação imigrantes ilegais levados aos Estados Unidos quando crianças, mas que acredita que os democratas não querem chegar a um acordo.

Na manhã de domingo, em uma rede social, Trump escreveu que a esperança de um acordo bipartidário sobre o Daca com os democratas estava "provavelmente morta".

O debate sobre a política de imigração se tornou cada vez mais polêmico depois que foi reportado na quinta-feira (11) que Trump teria se referido ao Haiti e a nações africanas como "países de merda" em uma reunião fechada com parlamentares.

O senador democrata Dick Durbin confirmou o relato na sexta-feira (12), em entrevista a um canal de TV.

"Ele [Trump] fez esses comentários torpes e vulgares, chamando as nações de onde eles [imigrantes] vêm de 'países de merda' -esta é a palavra exata usada pelo presidente, não só uma vez mas repetidamente."
Trump negou ter usado o palavrão, mas admitiu que usou palavras fortes: "O linguajar usado por mim na reunião do Daca [programa que protege jovens imigrantes] foi forte, mas não assim".

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