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Na França, Sarkozy perde primárias da centro-direita e aceita derrota

O candidato ficou apenas com o terceiro lugar nas eleições primárias para a coalizão de centro-direita à presidência francesa

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21 NOV 2016Por ANSA16h30
Sarkozy teve apenas 20,7% dos votos e não irá para o segundo turnoFoto: Agência Lusa

Os sonhos do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy de governar mais uma vez seu país, após o fim do mandato de François Hollande, em 2017, foram destruídos. Neste domingo (20), o candidato ficou apenas com o terceiro lugar nas eleições primárias para a coalizão de centro-direita à presidência francesa.

Sarkozy, com 20,7% dos votos, ficou atrás de dois ex-primeiros-ministros do país, François Fillon, que surpreendeu ao ter conquistado 44,1% dos votos, e Alain Juppé, que ficou com 28,74% da votação. Os dois irão para o segundo turno, que definirá quem será o candidato da coalizão de centro-direita para eleições presidenciais e que acontecerá no próximo domingo (27).

Com o resultado, o ex-presidente admitiu e aceitou a derrota e anunciou seu apoio a Fillon. "Não consegui convencer a maioria dos eleitores. Respeito esta decisão. Eu parabenizo Fillon e Juppé, que são qualificados para o segundo turno, são duas grandes personalidades que honram a França", disse Sarkozy.

Voto definido

"Fillon é quem entendeu melhor de todo mundo os desafios que a França enfrenta. Votarei nele no segundo turno", explicou o francês. O ex-presidente também agradeceu quem votou nele afirmando que já está na hora de começar "uma vida com paixões mais privadas e menos paixões públicas" e dando a entender que essa derrota marca o fim da sua carreira política.

"Sou francês e continuo francês, tudo o que estiver relacionado à França será de meu interesse sempre do fundo do meu coração.

“Nenhuma amargura, nenhuma tristeza", afirmou Sarkozy sobre o assunto. Ele também decidiu fazer um pedido aos franceses de que não se deixem seduzir pelas propostas de partidos de extrema-direita e não votem neles, referindo-se à Frente Nacional, comandado pela polêmica Marine Le Pen.

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