Governo Trump anuncia sanções para cortar fontes de renda da Coreia do Norte

Os esforços visarão mais de 50 'navios, companhias marítimas e comércios que estão auxiliando a Coreia do Norte a escapar de sanções'

Comentar
Compartilhar
23 FEV 2018Por Folhapress21h18
O governo Trump anunciou sanções para cortar as fontes de renda da Coreia do NorteFoto: Associated Press

O governo do presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (23) mais sanções dos Estados Unidos à Coreia do Norte. O Departamento de Tesouro tomará medidas para cortar ainda mais fontes de renda e combustível que a Coreia do Norte usa para financiar seu programa nuclear e sustentar suas Forças Armadas.

Os esforços visarão mais de 50 "navios, companhias marítimas e comércios que estão auxiliando a Coreia do Norte a escapar de sanções".

O secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, disse em nota que as sanções contra os navios vão impedir que o regime norte-coreano conduza "atividades marítimas evasivas que facilitam o transporte ilícito de carvão e combustível e erodem sua capacidade de enviar mercadorias por águas internacionais".

"Isso é muito impactante", disse o secretário. "Estamos fazendo de tudo para impedir essas transferências navio-a-navio."

O anúncio acontece durante a Olimpíada de Inverno em Pyeongchang, evento que a Coreia do Sul, que sedia os Jogos e aliada dos EUA, tem usado como oportunidade para se aproximar do vizinho ao norte.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, disse ao participar da abertura dos Jogos, há duas semanas, que os EUA anunciariam as sanções "mais duras e mais agressivas" à Coreia do Norte.

O programa de mísseis e o programa nuclear da Coreia no Norte, que diz ter desenvolvido uma arma que pode chegar aos EUA continentais, é um desafio para o governo Trump. O presidente dos EUA e o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, vêm trocando insultos em declarações públicas e tuítes.

Ivanka na Coreia

As novas sanções são anunciadas durante uma visita da filha de Donald Trump, Ivanka, à Coreia do Sul. Ela se encontrou com o presidente do país, Moon Jae-in, com quem jantou.

"Estamos muito animados de vir à Olimpíada de Inverno de 2018 para torcer pelo time dos EUA e para reafirmar nosso compromisso duradouro com o povo da República da Coreia", disse Ivanka, que é assessora sênior da Casa Branca.

A visita de Ivanka coincide com a do norte-coreano Kim Yong-chol, acusado de afundar um navio sul-coreano em 2010, matando 46 marinheiros. A delegação de Kim vai assistir à cerimônia de encerramento dos Jogos e se encontrar com Moon.

Delegações dos EUA e da Coreia do Norte não vão se encontrar, segundo o governo sul-coreano.

Colunas

Contraponto