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EI perde terreno na batalha de Mossul; futuro da região será tratado em Paris

As tropas iraquianas, que avançam a sul sobre os arredores de Mossul, disseram ter postergado uma ofensiva programada para esta manhã após pedido das forças curdas

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18 OUT 2016Por Folhapress20h30

Enquanto as tropas iraquianas e curdas consolidam seu avanço no segundo dia da batalha para retomar Mossul das mãos de extremistas, a França anunciou que sediará na quinta-feira (20) uma cúpula internacional para discutir o futuro daquela cidade no Iraque.

Combatentes do Exército iraquiano e das forças peshmerga curdas disseram nesta terça-feira (18) que já tomaram das mãos da facção terrorista Estado Islâmico (EI) aproximadamente 20 vilarejos ao redor de Mossul. Nesta segunda (17), o EI respondeu à ofensiva com explosões e homens-bomba.

As tropas iraquianas, que avançam a sul sobre os arredores de Mossul, disseram ter postergado uma ofensiva programada para esta manhã após pedido das forças curdas, que pediram tempo para consolidar suas conquistas a leste daquela cidade.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, disse nesta terça que seu país organizará, em parceria com o governo iraquiano, um encontro em Paris na quinta-feira entre ministros de vários países para discutir como estabilizar Mossul, caso a operação de retomada da cidade tenha sucesso.

"Nós não podemos esperar. O que acontecerá depois de Mossul ser liberada do EI? Precisamos de uma administração que estabeleça estabilidade no longo-prazo", afirmou Ayrault.

"Para Raqqa [capital do EI na Síria], precisaremos de um método parecido com o de Mossul. Serão necessários tempo e vontade política", acrescentou. "Nós não podemos deixar que o EI se reconstitua ou ganhe força para criar um polo ainda mais perigoso. Ignorar Raqqa seria um erro sério."

A operação para a retomada de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque com 1,5 milhão de habitantes e último bastião do EI no país, conta com 25 mil soldados e deve durar semanas os meses.

As Nações Unidas temem que a ofensiva gere uma enorme crise humanitária, forçando o deslocamento de milhares de iraquianos.

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